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quinta-feira, 8 de março de 2018

Para a mulher que eu amo...

Você sabia...
...que eu queria morar mais perto de você?
e que se tem algo que eu me arrependo...
... é que eu tenha feito tão pouco parte da sua vida.

Você sabia...
... que todos os nossos encontros me deram muito,
encheram meu peito, e não saem da minha cabeça,
todos os momentos, cada segundo,
tudo que tive contigo valeu-me como o ouro?

Eu queria que você soubesse...
...o quanto a tua voz aquece meu corpo;
...o teu olhar acelera meu coração;
e o teu sorriso coloca mais sentido
no que eu chamo de viver.

E que soubesse...
Que os meus olhos sempre tentam imitar o brilho dos teus.
E quando meus olhos te encontram, dilatam,
como se tivessem fome de todo o teu ser,
e quisessem que você não saísse mais de dentro deles.

E quero que saiba...
Que a minha mão suou em contato com a sua.
Minha respiração precisou de toda a minha atenção
pra não desritimar.
E que quando a abracei, eu não tive medo...

...do céu, das nuvens escuras, do apocalipse.
Porque você estava em meus braços!
Você, envolta por eles, me ilumina.
Me dá forças pra continuar.
Enquanto não nos encontramos,
até nosso próximo momento juntos,
Eu vou continuar a lutar.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Cronicas de Nashtar - Quarto dos murmúrios

Ele saiu nu de debaixo das cobertas, seu corpo era mais singular que o meu. Com os seus 30 anos o arquiteto mais conceituado de Almíscar (e também o único, da cidade ainda de pescadores), possuía um corpo sem marcas, quase que intocável comparado com os marujos marcados pelo mar que entravam e saiam de mim. Era um homem inteligente o arquiteto... Mas também vaidoso, não gostava das outras mulheres da vida, porque não eram espertas o suficiente para entender o quanto escuta-lo e alimentar sua vaidade poderia lhes ser benéfico.


Eu, no entanto, não era tão ignorante, minhas outras encarnações já haviam me ensinado o quanto uma mulher tem poder, quando sabe as fraquezas de um homem, e sacia os seus desejos.

-Soube que você está projetando a nova prisão, parece ser interessante...- disse caminhando nua em sua direção, ele agora colocava seu suspensório, sabia que ele achava excitante quando pensava que  lhe deseja, que gostava dele, que não fazia apenas pelo dinheiro. Por sua vaidade queria acreditar que era diferente de todos os outros.

-E é, infelizmente é um projeto que irá demorar mais do que pensei... E o governador insiste que eu acompanhe o projeto de perto, o que significa ficar preso num escritório no meio daquela bagunça... acho que não nos veremos mais com tanta frequência.

- Sabe, sempre quis transar numa cela... As grades me excitam. - disse em seu ouvido, dei lhe uma lambida lenta no pescoço.

- Você é uma mulher de fetiches estranhos... - disse ele com um sorriso sacana, agora abotoava a camisa.

- Você poderia fazer uma passagem secreta para uma das celas, depois de construídas não existirá muito movimento nelas, e será interessante ter uma rota de fuga caso exista uma revolta contra o governo, o governador pode gostar desse seu projetinho secreto... E não vai precisar deixar de ver sua puta favorita.

domingo, 1 de outubro de 2017

Uma simples história de amor



Eu amo
Mas às vezes, as palavras me faltam
Eu quis a Lua como cúmplice
E o Sol como testemunha.


Tu me amas?
Ouves as palavras que te falam?
Ou à noite ouves meu suplício
E durante o dia vês tudo que o compunha?


Nós amamos
Essa é a verdade
Tantos outros se amam,
Mas é em você que vejo felicidade.


Tu me amas
Falaste-me baixinho, sob a luz da Lua
Agora, sob a luz do Sol, eu peregrino,
Rumo à casa de teu pai, pedir a mão tua.


Peço a ele que aceite
Minha nobreza e minha humildade.
Teu pai chorou diante do pedido.
Não de tristeza, mas de felicidade.


Quebrou porquinho, rasgou colchão
E de pouco em pouquinho, o homem de idade
Abrindo o coração,
Nos deu a festa mais bonita da cidade.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Cronicas de Nashtar - O inicio 01

Ela caminhou em direção a porta, uma luz azul fantasmagórica a banhava, e em mais uma vida havia conseguido atingir o seu objetivo, era isso o que Lisbeth Bolguer pensava ao abrir a porta e morrer novamente. Ao vislumbrar seu destino de novo.

***************

Era meio dia quando Lisbeth chegou a Almíscar, disfarçada de marujo. Não havia sido fácil passar aquele mês tendo apenas a si como companhia, mas em quem mais se pode confiar quando se é capaz de lembrar de todas suas outras vidas?

Hector a esperava em Almíscar, sabia disso porque a verdade é que em todas as suas reencarnações muitas coisas mudavam isso era fato. Mas existia algo que nunca mudaria, Hector sempre iria lhe esperar na cidade do anis mesmo que não soubesse o que lhe segurava aquela cidade, o que esperava que as correntezas e o vento lhe trouxessem.

Permitiu-se admirar o surgimento da cidade que ganhava contornos através da neblina, chegariam na surdina, ela sabia que Mary Head possuía um esconderijo próximo a cidade, por isso havia entrado na tripulação. E isso era algo que não lhe causava arrependimentos outra coisa que sabia era que Mary Head era justa com seus marujos, e a prova disso era sua bolsa cheia de ouro no bolso interno da casaca roubada de um marinheiro de Tayrin. Afinal existia honra na pirataria, ao menos enquanto a ganancia e os anseios que perturbavam todos os homens não estivessem em jogo.


Atrás de si o convés começava a se agitar, não havia conseguido dormir, como não conseguira dormir em todas as vezes que fora encontrar Hector, o imediato estava no timão e havia lhe observado durante parte da madrugada, fingira-se de mudo o que havia lhe feito evitar conversas, o imediato havia lhe matado algumas vidas atras e a raiva que possuía ainda estava quente no pulso.

- Ah se você lembra-se! - pensou ela lhe vendo pelo canto dos olhos - Faria com você o pior do que tive em todas essas miseráveis vidas.

Precisava de mais rum, desceu a dispensa e furtou o rum escondido pelo imediato, assim como alguns biscoitos saboreou sua sutil vingança, estava chegando em terra e logo não precisaria mais comer aquela massa dura como pedra que chamavam de biscoito, sentia falta dos biscoitos e de sua vida de Tayrin. antes de toda aquela maldição, ainda conseguia ouvir a risada dos gêmeos bastardos ecoando em seu cérebro.

"Dessa vez eles me pagam", pensava ela todas as vezes que via os rostos esbranquiçados de forma doentia, antisséptica, inumana. E os olhos negros como a mais profunda escuridão dos confins da terra.

O Galeão foi ancorado, e o movimento pelos botes começava, o chamado para descarregar o lucro da viagem, venderiam parte da mercadoria em Almíscar, o governador perdera a lealdade a coroa a um bom tempo, e a promessa de não saquear a cidade assumida por todos os tripulantes dos "Olhos de Helena" era mais eficaz do que a marinha do porto.

A tarefa era pesada, mas trabalhos braçais não lhe incomodavam, eram um momento que lhe permitia sentir-se simples, como qualquer humano, e devido a seu passado violento seu corpo era mais condicionado que o das mulheres daquela época, havia tempos que deixara de ser uma donzela delicada, e em alguns momentos desconfiava se algum dia havia realmente sido.

Após a venda da seda pegou sua parte e encaminhou-se para o centro da cidade, as ruas sinuosas haviam mudado consideravelmente desde sua ultima estada ali, em sua ultima vida quando lhe chamavam de Alessa, naquele tempo era uma ferreira oficio aprendido por conta de seu pai naquela vida, conseguiu depois de muito custo livrar-se de um casamento arranjado e roubou os lucros de uma espada vendida há um Lord de outra cidade.

Naquele tempo Almíscar começava a destacar-se pela produção do anis estrelado, que era muito utilizado na produção de perfumes, na culinária e em remédios, as más línguas falavam que o fato da cidade ser dificilmente atacada mesmo com tanta prosperidade era devido aos campos de anis, que na sabedoria popular era reconhecido como erva de boa sorte. Não costumava acreditar no sobrenatural, para era mais confortável acreditar nas politicas de "apaziguamento" do governador, mas com toda a coisa da maldição, com o tempo era consideravelmente difícil continuar descrente. O fato é que a produção do Anis havia tornado a cidade pobre que vivia da pesca, em uma capital portuária, era difícil achar-me nessa cidade, principalmente na busca de algo tão especifico quanto a "la fontanella di legami", mas logo peguei-me observando os laços de fita amarrados ao redor da fonte. A fonte era uma estatua da Deusa Yana, seu corpo nu estático permitia que seus cabelos longos fossem até o o fundo da fonte e lhe rodeassem como um véu, de alguns de seus fios jorravam linhas d'água. Era o resquício da velha aldeia de pescadores que havia conhecido tempos atrás. Os laços promessas de amor eterno, como o amor do casal primordial que ela havia unido com um de seus laços de fita e assim acabado com  guerra entre os Deuses e o Povo livre.

E ele não estava ali.

Um menino que observava as fitas amarradas nos fios mais baixo notou meu espanto.

-Você procura pelo moço que vem aqui todos os dias? - disse ainda um tanto triste, os cabelos nos ombros eram castanhos não parecia ter mais que 6 anos, seu rosto tinha os traços de uma criança travessa e aquele comportamento dele com toda certeza era tão anormal quanto a falta de Hector na fonte.

-Sim, procuro por ele.

- Eu conheço ele, ele costuma brincar comigo aqui na fonte enquanto espera alguém, Ele me disse que não sabe porque acredita nisso, mas a pessoa de quem sente falta viria a essa fonte. Não sabe como sabe disso. Faz uns dias que a filha do governador acusou ele de fazer coisas feias com ela, minha mãe não quer que eu saiba que coisas feias são essas e diz que eu não deveria gostar dele, porque ele é um homem mau que fez coisas feias. Mas eu não quero que ele seja enforcado. Você acha que sou mau por isso?- O menino disse tudo muito rápido era visível como todos aqueles sentimentos e pensamentos atormentavam sua cabecinha preocupada que ainda conhecia tão pouco da culpa e maldade. De seus olhos começaram a brotar lagrimas que brilhavam por um momento como cristais de sua pureza e inocência até se perderem na água da fonte.

- Não acho que você seja um garoto mau. Também não acho que o moço da fonte tenha feito algo feio.

-Ele não faria coisas feias... - disse o menino limpando as lagrimas, sentei-me ao seu lado e apoiei minha mão em seu ombro.

- Sabe o moço da fonte não estava errado. Ele não estava esperando sem motivo, ele me esperava.

-Então é você a moça bonita dos sonhos dele?

Eu não sabia que Hector estava tendo sonhos comigo, aquilo não costumava acontecer, não tão cedo.

-Sim, sou eu. E vou salvar ele, não se preocupe.- disse soltando os cabelos e amarrando o meu 33° laço na fonte, a fita vermelha tremulou com o movimento da água. - Vou salva-lo, te prometo.


E mais uma vez seria necessário empunhar minha espada e todas as armas que só são permitidas as mulheres... Mas isso é uma historia para outro momento... Agora descanse querido leitor, e deixe-me com meus planos e tramoias.



sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Pricipe do Setubal Principe - Parte 2


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O vento frio tocava meu rosto, mas o corpo embaixo do meu o esquentava, dava conforto e trazia a preguiça típica de uma manhã chuvosa, meu corpo acompanhava o ritmo de sua respiração, embaixo de meu seio sentia o pulsar de seu coração enquanto adormecido ele sorria, o porque era um mistério e tão pouco me importava além do fato de que aquele sorriso me deixava feliz.
Meu corpo evitava o mínimo movimento, não queria perder aquele momento extingui-lo tão de repente, mas então aquele rosto audacioso e gentil que aproveitava a pouco mais de um mês abriu-se um largo sorriso.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Príncipe do Setubal Príncipe - Parte 1


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A Avenida Conde da Boa Vista é o sol de Recife, o centro do caos da cidade e era lá onde eu esperava assim como centenas de Recifenses o ônibus para a minha última jornada épica do dia: a busca por minha cama e uma noite tranquila de sono sem interrupções. O trabalho foi agitado. Como sempre, a cozinha na sua urgência frenética e calor exaustivo me deixou as marcas já muito comuns, o cheiro de óleo no cabelo e o rosto quente, ruborizado, contrariando o frio da  noite chuvosa típica de agosto.

A parada estava lotada, e avisto o Setúbal Príncipe, o motorista ignora meu aceno passa direto, ao ver tal ação um homem se levanta, pede parada, o ônibus para abruptamente.
Corro para alcançá-lo e noto que o homem se colocou com um pé no degrau e outro na calçada, o motorista xingava sua ousadia. Debaixo daquela sinfonia irônica que eu teria tocado se não fosse esse cavalheiro bondoso. Entro sorrindo ironicamente, caminho pelo corredor e avisto a única cadeira livre, a cadeira dele, do príncipe que acabara de salvar minha noite de descanso.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Ao acaso.

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Estação da Luz

As noites de São Paulo tem esse quê de especial, era o que ele pensava enquanto caminhava para a plataforma. A noite havia sido boa e, apesar do relógio da estação ainda marcar nove horas, ela já estava acabando. Acordara tarde aquela manhã e fizera uma refeição solitária, depois precisou retomar o trabalho do dia anterior. Ao final da tarde, exausto, resolvera dar uma volta pela cidade. Havia encontrado alguns amigos no bar, sabia que sempre poderia encontrá-los lá, e depois de uma ou duas cervejas resolvera continuar seu passeio.
O trem aproximava-se vagarosamente da plataforma, trazia consigo a brisa morna da primavera. Ele cantarolava uma balada, entrou no trem e escolheu um lugar próximo à janela. Não tinha pressa e pelo visto o maquinista também não.

sábado, 23 de janeiro de 2016

A princesa fujona


Foi numa noite dessas sem fim
Que sem querer toquei o seu braço
Tudo parou, você olhou pra mim
E escapou do meu abraço.

Abri algumas cartas,
Te mostrei umas rimas.
E tu fugiste correndo para as colinas.

Fui atrás de você.
Tratei-a com doçura.
Pra você não me esquecer.
E você correndo dessa loucura!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Natal sem você...

A família reunida
A noite tão linda
A mesa tão cheia
De nada adianta

A família feliz
Fazendo a noite alegre
Sentados à mesa
E eu, à parte.

A família consola
Felizes, tentam me alegrar
Brindam à saúde e ao futuro
Que eu não vejo

A família dorme
Todos sorrimos e nos abraçamos
Deitamos cada um em sua cama
E não deixo ninguém notar

Que foge uma lágrima,
Porque eu te quero comigo
Porque ainda não posso estar contigo
Porque eu sem tua presença,
Sou só metade feliz
Enquanto a outra metade te espera.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Sayonara Solitaire (o final de Chrono Crusade)


Hoje uma pessoa que eu amo foi embora.
Não houve tempo pra despedidas, nem há grandes chances de nos vermos por um longo tempo, senão pra sempre.
Deixo aqui minha homenagem, sob minhas lágrimas.
S., onde você estiver... lembre-se que eu estarei pensando em você.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Kan

Suave como uma rosa vermelha
Humilde e muito segura
Independente e forte
Bela e firme ante o Sol e a Chuva
Uma flor rara que brilha sob a Lua
Marcante, tocou meu coração
Imediatamente sinto o teu carinho.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Quase sozinho.

Tem dias em que eu vejo todo mundo vencer na vida,
menos eu.






Tem dias em que eu dou o melhor de mim
e espero terminar o dia com um banho refrescante e comida na mesa.
Mas não acontece.




Tem manhãs em que eu acordo pensando no café,
Mas sequer tomo.








Tem situações em que, tenho certeza,
Buda está me testando.

Mas eu sinto que é meu dever continuar.
Firme e forte.








Qualquer amor pode me trair.
Mas, para que tudo seja suportável...
Jamais devo trair meu amor-próprio.

Às vezes, eu vejo todos de bem com a vida,
Eu vejo você feliz com outro alguém.

Não dá pra dizer que não dói nada.
Fica mais difícil continuar,
sabendo que você não está olhando.







Tem dias que somos só Deus e eu.
E isso tem que bastar.
Você verá que amanhã estarei melhor.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Cold as love.



- Chegou tarde...o chá está pronto.
Estava frio naquele dia.
- Desculpe-me, eu tive que fazer um pequeno serviço.
Deixo minha espada de canto e me sento, a casa tinha um aroma de flores.
- Hihi...as vezes não sei porque lhe escolhi como meu protegido....
Ela se senta junto, sua pele branca como a neve, esconde anos de sofrimento, mas ela continua pura, intocável. 
- Muito menos eu, minha...
Um dedo gélido, toca meus lábios, fazendo-me calar.
- O chá vai esfriar se você continuar conversando, vamos tome...esse é especial para você...
Tomei um gole, era doce, eu não gosto de chá doce, mas eu gostei desse. Provavelmente porque foi ela que fez.
- Você é muito devoto a mim, guerreiro, me lembra meu falecido marido...
- Você me acolheu do perigo minha dama, não há como não ser devoto...
- Você me ama?
Paralisei por alguns segundos, o que ela me perguntava, era difícil de pensar. Ela era como uma mã...não! Está tudo errado!
- Sim minha senhora, você é como uma mãe para mim!
- Hihi...
Ela dá uma risada suave e me fita com aqueles lindos olhos roxos. Ela passa algo nos lábios e se aproxima de mim. Um sorriso aparece, o batom vermelho que ela colocou, brilhava no feixe de luz que entrava pelos buracos da madeira.
- Feche seus olhos agora e deixe-me entrar...
Algo na voz dela penetrou fundo na minha alma. Senti cinco dedos, longos e finos tocarem minha face, me acariciarem e a cada segundo eu sentia uma respiração quente se aproximar.
- Você acredita em anjos?...
Não respondi, ela não deixou, seus lábios tocaram nos meus e eu correspondi ao toque. Coloquei a minha mão firme atrás da nunca dela e a puxei para perto. Entrelaçava meus dedos nos longos cabelos negros. Eu estava beijando a minha dama. Um calor dentro de mim surgiu. Mas na mesma velocidade que surgiu, se apagou. Algo estava errado, estou perdendo a minha mente.

Está frio.
Está frio.
Está frio.
Frio.
Frio...

-Bom homem, você caiu como todo animal. Tive que fazer meu melhor veneno e mesmo assim aguentou, sorte que com o meu extra, a poção funcionou.
O empurro para baixo, animais não precisam de delicadeza. Olhei fundo nos olhos do garoto, mais um que caiu. 
-Como todo bom servo, arrume toda a casa, comece pelo chão e depois de um jeito nos outros, o cheiro deles está começando a me irritar.
Ele responde com um sim e vai para as suas tarefas, andando de joelhos, sentindo apenas o amor eterno por mim.
Mais um, mais uma decepção, quando vou achar alguém que aguente todo esse veneno e fique comigo não por desejo e sim pelo amor verdadeiro?