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quinta-feira, 14 de julho de 2022

Porque eu odeio Resident Evil 6 – o capítulo final (...e seus antecessores também!)

Não me levem a mal, mas Resident Evil tinha tudo pra dar certo nos cinemas: o enredo horripilante no primeiro jogo, a sensação de pânico no segundo, muitos tiros no terceiro, etc. Mas o que Hollywood faz com um jogo que tem tudo pra dar certo? Você pensou em dizer “Cocô”? Acertou, meu amigo!


Fazer uma história focada apenas nas maracutaias e tretas implantadas com/na Umbrella teria sido uma ótima ideia… se tivessem focado nos personagens que a compunham. Ao invés disso, jogaram Milla Jojovich no nosso colo (não da maneira que gostaríamos) e a deixaram chutar o saco dos fãs da série de videogames.

Basicamente, é isso que os filmes fazem comigo.




Se eu estiver certo, vocês já entenderam que a série cinematográfica de Resident Evil me enche o saco. Isso se deve especialmente à toda essa “licença poética” que os roteiristas e escritores se deram para contar uma história muito diferente daquela que conhecemos na tela que traduzia os traços do Playstation One. De fato, o universo é semelhante, mas com sérios trechos de “Não esqueça que a Umbrella é poderosa e…”.


segunda-feira, 16 de março de 2015

Black Mirror




``Em um bom texto para o Guardian (onde assina uma coluna), Charlie Brooker comentou as motivações por trás da sua última série para a TV, Black Mirror. Ela estreou em 2012 na Inglaterra pelo Channel 4 com uma proposta ousada: apenas três episódios por temporada, todos independentes entre si, todos inquietantes. Histórias embaladas em futuros distópicos que, na verdade, tratam de problemas bem atuais.``

                                                             http://www.manualdousuario.net/black-mirror/


Recomendada por um querido amigo, numa noite qualquer em que eu não tinha mais o que fazer ela foi testada e me ganhou.

Essa serie ganhou meu respeito e admiração em seu primeiro episodio, com uma pegada sarcástica e mais pesada, é uma serie que com certeza me deu o que pensar, Black Mirror nos abre os olhos através de sua distopia refinada para os problemas de toda essa ``conectividade``, super recomendo. 

Não irei falar mais nada, assistam e comentem ai.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Introdução e Fome


Uma série de fatores nos anos 2000... nos mostrou que estávamos muito próximos do fim dos tempos. Fatos como o que conto hoje... fatos como a morte, vamos dizer "acidental", de Billy Muller.

Billy Muller se proclamava “O Provocador”. Ele tinha de 20 a 30 reféns, amarrados dentro de um banco. Assalto atípico, muita violência. A SWAT estava a postos, mas, além de mascarados, colocaram máscaras em outras vítimas, tornando os disparos dos franco-atiradores um bocado incertos. 


Numa ocasião dessas, o superintendente da unidade “UNExS” (United Nations Extreme Solutions) teria soltado a Morte. Com um simples toque deixaria inerte qualquer ser vivente. Mas não foi o que ele fez.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

As quatro pilastras (parte 2)

No tão esperado dia, Edward acordou antes de Marla o chamar. Beijou a esposa, beijou a filha e levantou-se. Fez a barba e pôs um blazer após um banho quente. Tomou café com a família, avisou que não almoçaria em casa, nem que levaria a filha à escola. Não pediu motorista. Preferiu ir dirigindo até a Torre. Deu bom-dia ao porteiro, ao recepcionista, à secretária da Torre e, por fim, aguardou a chegada dos outros três vendo como a Corporação funcionava.

Andrew levantou da cama, beijou Helga que ainda dormia. Olhou o retrato do pai, tomou um banho rápido e vestiu um terno. Pediu um motorista para guiar seu carro, ainda enquanto tomava café. Comentou sobre futebol com o motorista. Cumprimentou o porteiro da Torre, perturbando-o a respeito do time de futebol que perdera. Saudou o recepcionista, ainda rindo do porteiro, cumprimentou a secretária da Torre e drigiu-se à sala de reuniões da CT.

Anthony acordou preocupado. Já fazia mais de uma semana que os quatro não se reunião profissionalmente ou não. Hoje era dia de ver resultados, hoje era dia de ver até onde a Torre iria. Dia de corrigir os defeitos e ampliar as possibilidades. Um dia trabalhado era um dia de mais rendimento. Tomou banho às pressas. Colocou seu terno, deu um nó firme na gravata, ajustou a lapela dourada, não tomou café, chamou um motorista. Na Torre, esperou reverências do porteiro, do recepcionista, da secretária e de Andrew, que estava à espera dele e dos outros na sala de reuniões.

John não levantou até a quarta chamada de Marla. Deixou um bilhete para a moça que dormira com ele. Pediu que deixassem café no quarto para ela, com uma toalha, caso quisesse um banho. Tomou o seu, rapidamente. Pediu que lhe trouxessem o carro esporte, enquanto comia um hambúrguer de micro-ondas. Pediu à Marla que parasse de lhe alertar sobre atraso. Correu um pouco, mas chegou a tempo na Torre. Deu um tapinha nas costas do porteiro, outro no ombro do recepcionista e outro no traseiro da secretária. Abriu as duas portas da sala de reuniões e pôs os pês em cima da mesa, olhando para os dois sócios que estavam assustados com uma chegada tão pouco discreta.

Edward chegou logo depois. Anthony reclamou, mas todos fizeram pouco caso.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

As quatro pilastras (parte 1)

Eram sócios de uma corporação grande. Faltava pouco para estarem entre as 100 maiores do mundo. Dinheiro, muito dinheiro estava sempre na pauta. O trabalho era constante, quase 16 horas por dia, mas os quatro estavam felizes como estavam.

Compraram um casarão com nada menos que oito quartos. Tinham direitos iguais sobre os quartos que restavam.

John gostava da grana que ganhava. Estava sempre andando de carro quando tinha folga. Procurava garotas bonitas e jamais tinha um relacionamento sério. Sabia como ganhar dinheiro, mas detestava stress, ficar muito tempo no escritório (que era no casarão, vezes na Torre da Corporação).

Anthony sabia que, para se viver bem, era preciso ter dinheiro. Tornou isso seu trabalho e também sua diversão. Tinha paixão por reuniões, ações e novas formas de ganhar dinheiro. Excluiu sua vida social. Tinha um divórcio, uma filha a quem via muito pouco, odiava comemorações e, por ser o mais velho da corporação, via a si mesmo com "o homem um passo a frente de todos".

Edward era mais compreensivo. Casado, e com uma filha, vivia no casarão, com dinheiro o bastante para mudar de casa, mas por questões contratuais (e de amizade) ainda dividia o teto com os outros três sócios.

Andrew era mais calado. Era inteligente, havia se formado na faculdade com distinção. Marido de Helga, mas triste porque o médico havia concluído que não poderiam ter filhos, dados problemas na esposa. Ainda assim, Andrew a amava e acreditava em um amanhã. Órfão de pai, trabalhador, criativo, engenhoso e, muitas vezes, com problemas ao se relacionar com outras pessoas por ser tímido.

domingo, 18 de setembro de 2011

Depois do Fim do Mundo

Como vocês sabem, domingo é dia de Curtas aqui no Blog...
E rola hoje o TCC do designer Flávio Moura.
A ideia do cara é fantástica. Apague as luzes e aperte o play!


Agradecimentos ao Pi, que me mostrou isso.
Tem mais detalhes no blog Ver-O-Publicitário.

terça-feira, 11 de maio de 2010

A torre de Marfim (1ª parte)

- As boas vindas -

Fazia um belo verão na região que um dia fora chamada França. Mas devemos lembrar que estamos em outros tempos. A combinação química dos céus europeus fazem com que o astro maior pareça uma esfera cinza luminosa. Sua luz, agora acizentada, iluminava as vidraças blindadas da "Torre de Marfim", lar dos estudiosos do mundo todo. Pelo menos um deles. O Dr. Aki, grande reitor da torre recebe em seu escritório uma mensagem sobre o carregamento que estava atrasado. Sobe as escadas até o porto, o campo aberto sobre a torre. Dali, avista o veículo de navegação aérea, referido na mensagem.

O veículo larga delicadamente, por cabos, uma caixa grande, metálica, com um símbolo amarelo e uma figura caricata com forma humana. Dr. Aki coloca o cartão no identificador da caixa. Os "carregadores" abrem as portas e começam a abrir as cápsulas. Nelas estavam os sonolentos "novos estudantes".

- Para a câmara de temperatura, rápido. - gritou o doutor. E todos seguiram para a câmera.

Ali estavam 16 jovens. A câmara já havia os escanerizado. Estavam limpos. Eram humanos, não sub-raça. Dentre os jovens que ali estavam, o doutor centrou os olhos em um certo Chris. Chega, finalmente a parte da entrevista particular. Após a identificação de cada membro do grupo, Dr. Aki faz questão de entrevistar o jovem primeiro.

- Bem, meu jovem - inicia o Dr. - de onde veio mesmo seu carregamento?

- Dr. Aki, não é? Imaginei que a Torre soubesse de onde eles vêm.

- Desculpe... é da Torre de Bronze, não? Você sabe como era o nome do país onde hoje está a Torre de Bronze?

- Eu até gosto de estudar história, doutor... Mas pra falar a verdade, não tenho certeza. Me disseram que era um tal "Brasil"... ou "Peru"... eu simplesmente não sei. Não devo ser tão inteligente quanto pareço.

- Me conte mais uma coisa... e isso é sério! Você sabe porque uma região como aquela precisou de uma Torre? Será que foi o mesmo motivo desta região?

- Doutor, decerto todas foram. O que eu sei é que os museus viraram ruínas. As escolas viraram presídios para menores. Nossas músicas, nossa arte, nossa cultura... tudo foi destruído pelos... pelos...

- "Primatas"? - arriscou completar o doutor.

- Serve. E, pra fugir desse sistema, o Professor Arquimedes usou uma outra Torre como base. Eu tive de passar no exame de aptidão para ser aceito. Mas sabe que não havia muita concorrência? Fiz o exame certo de que passaria.

- Ótimo, meu jovem. Me fale sobre as coisas que gostava de fazer lá.

- Rock, doutor. Nunca me vendi ao controle da mídia no meu país. Eu vi aqueles primatas se armando... todos tinham televisão na cabeça. Bisbilhotavam a vida dos outros pela televisão. deixavam de viver suas vidas por isso. Eu nunca fui assim. Ouvia meu rock sozinho... ou com uma garota que eu simplesmente adorava. Nós falávamos de arte, de poesia, das coisas que sentíamos.

- Isso antes da Torre?

- Não... ela já estava construída.

- E as coisas fugiram do controle?

- Como em todo o mundo, doutor. Eu cheguei em casa e não havia ninguém... ela estava destruída por dentro. Nem minha mãe, nem minha irmã... Papai já estava na Torre do norte e não havia previsão de retornar. Foi aí que cheguei à conclusão... elas foram levadas por aqueles animais!

- Você não precisa falar disso se não quiser. Se preferir, pode me contar o que pretende fazer aqui. Tem algo especial que gostaria de aprender? Sabe de quantas academias estou falando, não?

- Eu queria aprender esgrima.

- Esgrima? Mas eu pensava que você era um admirador das artes...? Você sabe que para isso terá de tentar o alistamento?

- Tem que haver outro jeito, doutor. Sem alistamento. Na Torre de onde vim, não havia esgrima. Aqui não é onde um dia foi a França? Eu quero aprender a lutar isso.

- Não pretende um tipo de arte marcial? Temos bons professores...

- Sem ofensa, mas o doutor me ouviu muito bem. Nunca se sabe quando vou precisar lutar.

- Oh, não, não fique preocupado. Este Torre é muito segura. Bem, o tempo que eu tinha para entrevistá-lo acabou. Suas aulas começam amanhã. Espero que goste da Torre de Marfim.

- Está certo, doutor. Vou tentar dormir.

Chris levantou-se, apertou a mão do Dr. Aki com firmeza e dirigiu-se ao alojamento masculino para alunos. A próxima nova aluna era Julia. Ela passou com a cabeça baixa por Chris. Ele gostou do que viu: uma moça morena, de cabelos longos e lisos. Seus olhos eram de um castanho muito claro. A porta da sala do Dr. Aki abriu. Ela entrou sem olhar para trás, bem diferente do jovem, que quase tocava com o nariz na parede final do corredor. Desajeitado, mas sem perder a pose, ele se recompõe e continua seu caminho para o alojamento. Olhou por uma das janelas do corredor e sentiu saudades do Sol vermelho. Ali, ele era cinza.

(Continua, é claro.)

sábado, 19 de dezembro de 2009

Consequentemente, outra corrente.

Antes de começar este post, um abração pro meu amigo Cid, que me enviou essa!

"MEUS AMIGOS, MUITO OBRIGADO PELAS 4512 CORRENTES QUE ME FORAM ENVIADAS ATÉ AGORA!!!


NESTE ANO, GRAÇAS A ELAS, TOMEI ALGUMAS ATITUDES QUE MUDARAM MINHA VIDA:

1.JÁ NÃO SACO DINHEIRO EM CAIXA ELETRÔNICO, PORQUE VÃO ME COLAR UM ADESIVO AMARELO OU JOGAR UMA LINHA NO MEU OMBRO E QUANDO EU DOBRAR A ESQUINA VÃO ME ROUBAR;

2.JÁ NÃO TOMO COCA-COLA, PORQUE ME AVISARAM QUE SERVE PRA LIMPAR MÁRMORE E QUE UM CARA CAIU NO TANQUE DA FÁBRICA E FICOU TOTALMENTE CORROÍDO;

3.NÃO VOU AO CINEMA COM MEDO DE SENTAR NUMA AGULHA CONTAMINADA COM O VÍRUS DA AIDS;

4.ESTOU COMO UMA INHACA DE GAMBÁ VIOLENTA, PORQUE DESODORANTE CAUSA CÂNCER DE MAMA;

5.NÃO ESTACIONO O CARRO EM SHOPPING CENTER, COM MEDO DE CHEIRAR PERFUME E SER SEQÜESTRADO;

6.NÃO ATENDO MEU CELULAR COM MEDO QUE ALGUÉM PEÇA PARA DIGITAR #555, E EU TENHA QUE PAGAR UMA FORTUNA DE LIGAÇÃO PARA O IRÃ, OU ENTÃO OUÇA UM ANALFABETO DIZER QUE SEQUESTROU MINHA FILHA, ENQUANTO UM OUTRO ANALFABETO BANDIDO FICA GRITANDO QUE NEM VIADO… "AI PAI, AI PAI";

7.NÃO COMO MAIS BIGMAC POIS É TUDO FEITO COM CARNE DE MINHOCA COM ANABOLIZANTE;

8.NÃO COMO MAIS CARNE DE FRANGO, CHESTER E NEM VOU NO KFC, POIS OS FRANGOS FORAM ALTERADOS GENETICAMENTE, TOMAM HORMÔNIOS FEMININOS E TÊM SEIS ASAS, OITO COXAS E NÃO TÊM BICO, PENAS NEM CABEÇA;

9.NÃO SAIO COM MAIS NINGUÉM PORQUE TENHO MEDO DE ACORDAR NA BANHEIRA CHEIO DE GELO E SEM MEUS RINS;

10.REFRIGERANTE EM LATA, NEM PENSAR!!! TENHO MEDO DE MORRER DE LEPTOSPIROSE, PROVINDA DO MIJO DO RATO;

11.NÃO TENHO MAIS NENHUM TOSTÃO, POIS DOEI TUDO PARA A CAMPANHA EM PROL DA OPERAÇÃO DA NILDINHA, QUE É UMA MENINA QUE PRECISA FAZER UMA OPERAÇÃO URGENTE, QUE SÓ TEM MAIS DOIS MESES DE VIDA (DESDE 1993);

12.ESCREVI EM 500 NOTAS DE R$1,00 UMA MENSAGEM PARA A NOSSA SENHORA DA FRIEIRA,PARA ME DAR MUITO DINHEIRO, E ACABEI PERDENDO UMAS 20 NOTAS, POIS EU ESCREVI DEMAIS;

13.ESTE MÊS DEVO RECEBER O MEU CELULAR ERICSSON (OU MOTOROLA, OU RAIO-Q-O-PARTA), POR TER REPASSADO OS E-MAILS PARA 2366 AMIGOS, E MÊS QUE VEM RECEBO OS U$1.000,00 DA AOL E DA MICROSOFT, ALÉM DOS PRÊMIOS DA NESTLÉ;

14.NÃO BEBO MAIS REFRIGERANTE KUAT, NEM FANTA UVA , POIS ELES TÊM SUBSTÂNCIAS QUE CAUSAM CÂNCER;

15.JESUS E NOSSA SENHORA JÁ DEVEM ESTAR MORANDO LÁ EM CASA DE TANTA VISITA DELES QUE RECEBO POR EMAIL;

ENTÃO, PUTOS CRIADORES DE CORRENTES, SE VOCÊS NÃO PASSAREM ESTA CORRENTE, PARA CENTO E QUINZE MIL AMIGOS, EM EXATOS CINCO MINUTOS, FICARÃO POBRES PARA SEMPRE, NUNCA ALCANÇARÃO UM EMPREGO DECENTE, NÃO IRÃO PRO CÉU, NUNCA ENCONTRARÃO UM AMOR VERDADEIRO E PROVAVELMENTE MORRERÃO DE CÂNCER TENDO O INFERNO ESPERANDO, PORQUE O CAPETA VAI FICAR LOUCO PRA FODER VOCÊS!!!”


(Parênteses)
(Andei adaptando umas coisinhas que já estavam fora de moda, tipo umas lendas urbanas.)

(Malditas lendas urbanas, aliás!)

(Quem inventou essas que citam coca-cola, fanta e kuat, só pode trabalhar pra pepsi.)

(Quem inventou a do bigmac trabalhava no habibi's. Um quilo de carne de minhoca é 20 vezes mais caro que carne bovina ou aviária.)

(Por que um homem se preocuparia com câncer de mama?)

(Eu não mando e-mails sobre Jesus por aí, pq os meus assuntos com Ele não são públicos. São coisas que Ele resolve comigo: só comigo.)

(Estou com pena da Nildinha, da Lurdinha, da filha do Natanael e do google. Esse último tem que pagar 10 centavos cada vez que vc manda um e-mail pra alguém. Eu prefiria perder um filho do que me obrigar a doar dinheiro todo o santo dia!)

(Me trouxe tantas lembranças este e-mail, que eu vou nessa! To ficando irritado com esse papo!)

(Valeu, galera que lê o blog!)

terça-feira, 24 de março de 2009

A história sem começo...

- Fiquei sabendo, meu bom amigo, fiquei sabendo.

- De quê? Do que foi que ficou sabendo?

- Como se não bastasse você ter ganhado o cargo de sargento da tropa, sei que você queria esse cargo por causa dela.

- Está certo, eu adimito...

- Como você acha que os outros soldados, da mesma patente que ela, vão reagir ao saberem?

- Eu não disse que o que eu sinto será concretizado.

- Eu sei, mas você vai sonhar e não vai tentar?

- Eu não sei. Conte-me, como foi que você descobriu?

- Percebi pela maneira que você a olhava. Você queria ser superior a ela, eu pude sentir. Ou isso... ou você queria algum destaque para que ela soubesse da sua existência.

- Vou ficar com a segunda opção, ok?

- Certo. Se você diz...

- Já que não é segredo pra você, eu queria dizer algo.

- Pois diga. [acendendo um cigarro]

- Não vejo a hora dessa guerra acabar. Queria poder me declarar a ela, levá-la para casa e ter filhos gordinhos com ela.

- Hahahaha... é um grande cara-de-pau! Mas insisto na pergunta: e se a corporação descobrir que é ela o seu... objeto de afeição?

- Dane-se toda a corporação. O mundo inteiro está tentando reagir a essa praga de invasão... não há nação, não há raça, não há religião...todos somos um, enquanto eles estão mais fortemente armados do que nós. E em maior número. Eu queria ser feliz, pelo menos antes do fim do mundo.

- Você já teve contato com ela após a promoção?

- Sim... ela me chamou de "cravo".

- Ela estava sendo irônica?

- Acho que estava sendo brincalhona. Eu sorri.

- E depois?

- Conversamos um pouco. Eu tive muita vontade de revelar a ela o que eu sinto. Mas sei tão pouco sobre sua vida... não sei se devo.

- Bom, sargento, talvez se o senhor...

- Pare com isso! Sempre seremos amigos. E esta guerra tem que acabar!

[O alarme soa. É como um grito de uma mulher prestes ao sacrifício. Em sincronia com o alarme, a marcha dos soldados e os gritos de "um, dois, vai, vai, vai!"]

- Essa conversa fica para outra hora, sargento!

[Pegam então as armas, e começam a descer as escadarias da torre.]

- Sobreviva, meu amigo. Eu ainda desejo lhe narrar nosso primeiro jantar juntos.

- E como foi? Vai me contar?

- Ainda não o tivemos.

[O Sol vermelho se põe. Os amigos se separam, cada qual ao seu setor. O Som do alarme é abafado pelo som das armas.]


Parênteses:
(Será que eu continuo?)

Frase:
"Perder, ganhar, cair, levantar... amar é bem melhor que ver o amor passar!"
(Trecho da música "Preto e Branco", da banda Vera Loca)