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quarta-feira, 17 de abril de 2019

Chapeuzinho Vermelho (versão 2019)


Era uma vez uma menina, que a chamaremos de Chapeuzinho Vermelho. (Não que seja bonito colocarmos apelido na menina, não que ela não tivesse nome, não que ela use vermelho em apologia ao comunismo, mas apenas para o desenrolar desta fábula, a menina usa uma capa vermelha, mas chamemo-na de Chapeuzinho Vermelho.)

Um dia, a pequena Chapeuzinho Vermelho foi chamada por sua mãe. (A mãe estava em casa, não porque é lugar de mulher...ocorre que nessa ocasião era um sábado. A mãe de Chapeuzinho trabalha, é um membro produtivo da sociedade.)

- "Chapeuzinho"... - dizia ela - ...quero que leve esses doces (dietéticos, sem lactose e de origem não-animal em seu preparo) e essa água mineral sem gás para a sua vovozinha. Não que eu ache ela velha demais para se alimentar, não que eu seja adepta para o trabalho infantil, mas apenas para que façamos um agrado à tão gentil mulher já de tenra idade.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Bier e a Blitz

Precisamente ontem fez um ano que isso aqui aconteceu, e eu prometi aos meus amigos que ia fazer uma postagem detalhando o causo aqui no blog.


Naquela semana, os canais do Telecine estava aberto para os assinantes da (Oi, Claro, Vivo, Net TV?, eu não vou propagandear pra nenhum dos lados. Só se rolar uma graninha) TV paga...

Estava vendo um filme (Deadpool, que eu estava me devendo), e tinha acabado de assistir Dr. Estranho.  Mas a falta de sorte resolveu aparecer. No início do segundo filme, senti uma coceira na perna.






"Só uma coceira", eu pensei. Preferi me manter indiferente ao desconforto, porque eu não queria ficar me devendo mais uma vez o filme do Deadpool. (Eu não sabia que a Fox ia exibir esse filme mensalmente em 2018, não tinha nenhuma garantia de quando poderia vê-lo novamente.)

1h da noite, eu tava numa boa, então, repentinamente...  a coceira virou uma dor (não lancinante, mas) preocupante. Coloquei a mão na perna e senti: uma maldita lagarta perambulou pela minha calça e picou minha perna.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Cronicas de Nashtar - Quarto dos murmúrios

Ele saiu nu de debaixo das cobertas, seu corpo era mais singular que o meu. Com os seus 30 anos o arquiteto mais conceituado de Almíscar (e também o único, da cidade ainda de pescadores), possuía um corpo sem marcas, quase que intocável comparado com os marujos marcados pelo mar que entravam e saiam de mim. Era um homem inteligente o arquiteto... Mas também vaidoso, não gostava das outras mulheres da vida, porque não eram espertas o suficiente para entender o quanto escuta-lo e alimentar sua vaidade poderia lhes ser benéfico.


Eu, no entanto, não era tão ignorante, minhas outras encarnações já haviam me ensinado o quanto uma mulher tem poder, quando sabe as fraquezas de um homem, e sacia os seus desejos.

-Soube que você está projetando a nova prisão, parece ser interessante...- disse caminhando nua em sua direção, ele agora colocava seu suspensório, sabia que ele achava excitante quando pensava que  lhe deseja, que gostava dele, que não fazia apenas pelo dinheiro. Por sua vaidade queria acreditar que era diferente de todos os outros.

-E é, infelizmente é um projeto que irá demorar mais do que pensei... E o governador insiste que eu acompanhe o projeto de perto, o que significa ficar preso num escritório no meio daquela bagunça... acho que não nos veremos mais com tanta frequência.

- Sabe, sempre quis transar numa cela... As grades me excitam. - disse em seu ouvido, dei lhe uma lambida lenta no pescoço.

- Você é uma mulher de fetiches estranhos... - disse ele com um sorriso sacana, agora abotoava a camisa.

- Você poderia fazer uma passagem secreta para uma das celas, depois de construídas não existirá muito movimento nelas, e será interessante ter uma rota de fuga caso exista uma revolta contra o governo, o governador pode gostar desse seu projetinho secreto... E não vai precisar deixar de ver sua puta favorita.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Cronicas de Nashtar - O inicio 01

Ela caminhou em direção a porta, uma luz azul fantasmagórica a banhava, e em mais uma vida havia conseguido atingir o seu objetivo, era isso o que Lisbeth Bolguer pensava ao abrir a porta e morrer novamente. Ao vislumbrar seu destino de novo.

***************

Era meio dia quando Lisbeth chegou a Almíscar, disfarçada de marujo. Não havia sido fácil passar aquele mês tendo apenas a si como companhia, mas em quem mais se pode confiar quando se é capaz de lembrar de todas suas outras vidas?

Hector a esperava em Almíscar, sabia disso porque a verdade é que em todas as suas reencarnações muitas coisas mudavam isso era fato. Mas existia algo que nunca mudaria, Hector sempre iria lhe esperar na cidade do anis mesmo que não soubesse o que lhe segurava aquela cidade, o que esperava que as correntezas e o vento lhe trouxessem.

Permitiu-se admirar o surgimento da cidade que ganhava contornos através da neblina, chegariam na surdina, ela sabia que Mary Head possuía um esconderijo próximo a cidade, por isso havia entrado na tripulação. E isso era algo que não lhe causava arrependimentos outra coisa que sabia era que Mary Head era justa com seus marujos, e a prova disso era sua bolsa cheia de ouro no bolso interno da casaca roubada de um marinheiro de Tayrin. Afinal existia honra na pirataria, ao menos enquanto a ganancia e os anseios que perturbavam todos os homens não estivessem em jogo.


Atrás de si o convés começava a se agitar, não havia conseguido dormir, como não conseguira dormir em todas as vezes que fora encontrar Hector, o imediato estava no timão e havia lhe observado durante parte da madrugada, fingira-se de mudo o que havia lhe feito evitar conversas, o imediato havia lhe matado algumas vidas atras e a raiva que possuía ainda estava quente no pulso.

- Ah se você lembra-se! - pensou ela lhe vendo pelo canto dos olhos - Faria com você o pior do que tive em todas essas miseráveis vidas.

Precisava de mais rum, desceu a dispensa e furtou o rum escondido pelo imediato, assim como alguns biscoitos saboreou sua sutil vingança, estava chegando em terra e logo não precisaria mais comer aquela massa dura como pedra que chamavam de biscoito, sentia falta dos biscoitos e de sua vida de Tayrin. antes de toda aquela maldição, ainda conseguia ouvir a risada dos gêmeos bastardos ecoando em seu cérebro.

"Dessa vez eles me pagam", pensava ela todas as vezes que via os rostos esbranquiçados de forma doentia, antisséptica, inumana. E os olhos negros como a mais profunda escuridão dos confins da terra.

O Galeão foi ancorado, e o movimento pelos botes começava, o chamado para descarregar o lucro da viagem, venderiam parte da mercadoria em Almíscar, o governador perdera a lealdade a coroa a um bom tempo, e a promessa de não saquear a cidade assumida por todos os tripulantes dos "Olhos de Helena" era mais eficaz do que a marinha do porto.

A tarefa era pesada, mas trabalhos braçais não lhe incomodavam, eram um momento que lhe permitia sentir-se simples, como qualquer humano, e devido a seu passado violento seu corpo era mais condicionado que o das mulheres daquela época, havia tempos que deixara de ser uma donzela delicada, e em alguns momentos desconfiava se algum dia havia realmente sido.

Após a venda da seda pegou sua parte e encaminhou-se para o centro da cidade, as ruas sinuosas haviam mudado consideravelmente desde sua ultima estada ali, em sua ultima vida quando lhe chamavam de Alessa, naquele tempo era uma ferreira oficio aprendido por conta de seu pai naquela vida, conseguiu depois de muito custo livrar-se de um casamento arranjado e roubou os lucros de uma espada vendida há um Lord de outra cidade.

Naquele tempo Almíscar começava a destacar-se pela produção do anis estrelado, que era muito utilizado na produção de perfumes, na culinária e em remédios, as más línguas falavam que o fato da cidade ser dificilmente atacada mesmo com tanta prosperidade era devido aos campos de anis, que na sabedoria popular era reconhecido como erva de boa sorte. Não costumava acreditar no sobrenatural, para era mais confortável acreditar nas politicas de "apaziguamento" do governador, mas com toda a coisa da maldição, com o tempo era consideravelmente difícil continuar descrente. O fato é que a produção do Anis havia tornado a cidade pobre que vivia da pesca, em uma capital portuária, era difícil achar-me nessa cidade, principalmente na busca de algo tão especifico quanto a "la fontanella di legami", mas logo peguei-me observando os laços de fita amarrados ao redor da fonte. A fonte era uma estatua da Deusa Yana, seu corpo nu estático permitia que seus cabelos longos fossem até o o fundo da fonte e lhe rodeassem como um véu, de alguns de seus fios jorravam linhas d'água. Era o resquício da velha aldeia de pescadores que havia conhecido tempos atrás. Os laços promessas de amor eterno, como o amor do casal primordial que ela havia unido com um de seus laços de fita e assim acabado com  guerra entre os Deuses e o Povo livre.

E ele não estava ali.

Um menino que observava as fitas amarradas nos fios mais baixo notou meu espanto.

-Você procura pelo moço que vem aqui todos os dias? - disse ainda um tanto triste, os cabelos nos ombros eram castanhos não parecia ter mais que 6 anos, seu rosto tinha os traços de uma criança travessa e aquele comportamento dele com toda certeza era tão anormal quanto a falta de Hector na fonte.

-Sim, procuro por ele.

- Eu conheço ele, ele costuma brincar comigo aqui na fonte enquanto espera alguém, Ele me disse que não sabe porque acredita nisso, mas a pessoa de quem sente falta viria a essa fonte. Não sabe como sabe disso. Faz uns dias que a filha do governador acusou ele de fazer coisas feias com ela, minha mãe não quer que eu saiba que coisas feias são essas e diz que eu não deveria gostar dele, porque ele é um homem mau que fez coisas feias. Mas eu não quero que ele seja enforcado. Você acha que sou mau por isso?- O menino disse tudo muito rápido era visível como todos aqueles sentimentos e pensamentos atormentavam sua cabecinha preocupada que ainda conhecia tão pouco da culpa e maldade. De seus olhos começaram a brotar lagrimas que brilhavam por um momento como cristais de sua pureza e inocência até se perderem na água da fonte.

- Não acho que você seja um garoto mau. Também não acho que o moço da fonte tenha feito algo feio.

-Ele não faria coisas feias... - disse o menino limpando as lagrimas, sentei-me ao seu lado e apoiei minha mão em seu ombro.

- Sabe o moço da fonte não estava errado. Ele não estava esperando sem motivo, ele me esperava.

-Então é você a moça bonita dos sonhos dele?

Eu não sabia que Hector estava tendo sonhos comigo, aquilo não costumava acontecer, não tão cedo.

-Sim, sou eu. E vou salvar ele, não se preocupe.- disse soltando os cabelos e amarrando o meu 33° laço na fonte, a fita vermelha tremulou com o movimento da água. - Vou salva-lo, te prometo.


E mais uma vez seria necessário empunhar minha espada e todas as armas que só são permitidas as mulheres... Mas isso é uma historia para outro momento... Agora descanse querido leitor, e deixe-me com meus planos e tramoias.



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Príncipe do Setúbal Príncipe - Parte 3


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 As luzes da cidade corriam enquanto minha mente vagava incoerentemente entre sentimentos, sensações, lembranças que se voltavam incansavelmente a um único ponto “Dante”.
“Afinal quem é você?” – pensava enquanto o ônibus entrava em outra curva, as luzes meio perdidas na nevoa leve da manhã causada pela maresia. O cheiro do mar me acalma e a visão dele dá a paz que a minha mente inquieta teimava em não ter.

Há uma semana eu havia atravessado aquela porta, há uma semana me perguntava o que aquilo realmente significava. “Ele não é egoísta”. Essa afirmação que gritava em tudo em mim tornava ainda mais difícil entender o que havia feito com que agisse como se fosse.
Nada parecia ter acontecido depois daquela noite, e a vida parecia ter nublado assim como a cidade que havia mergulhado numa semana chuvosa, tempo muito odiado por muitos recifenses, a alegria não combina muito com chuva, muito menos a praia, e a vida não é a mesma coisa sem o mar. É apenas mais uma folha sem poesia.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Pricipe do Setubal Principe - Parte 2


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O vento frio tocava meu rosto, mas o corpo embaixo do meu o esquentava, dava conforto e trazia a preguiça típica de uma manhã chuvosa, meu corpo acompanhava o ritmo de sua respiração, embaixo de meu seio sentia o pulsar de seu coração enquanto adormecido ele sorria, o porque era um mistério e tão pouco me importava além do fato de que aquele sorriso me deixava feliz.
Meu corpo evitava o mínimo movimento, não queria perder aquele momento extingui-lo tão de repente, mas então aquele rosto audacioso e gentil que aproveitava a pouco mais de um mês abriu-se um largo sorriso.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Príncipe do Setubal Príncipe - Parte 1


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A Avenida Conde da Boa Vista é o sol de Recife, o centro do caos da cidade e era lá onde eu esperava assim como centenas de Recifenses o ônibus para a minha última jornada épica do dia: a busca por minha cama e uma noite tranquila de sono sem interrupções. O trabalho foi agitado. Como sempre, a cozinha na sua urgência frenética e calor exaustivo me deixou as marcas já muito comuns, o cheiro de óleo no cabelo e o rosto quente, ruborizado, contrariando o frio da  noite chuvosa típica de agosto.

A parada estava lotada, e avisto o Setúbal Príncipe, o motorista ignora meu aceno passa direto, ao ver tal ação um homem se levanta, pede parada, o ônibus para abruptamente.
Corro para alcançá-lo e noto que o homem se colocou com um pé no degrau e outro na calçada, o motorista xingava sua ousadia. Debaixo daquela sinfonia irônica que eu teria tocado se não fosse esse cavalheiro bondoso. Entro sorrindo ironicamente, caminho pelo corredor e avisto a única cadeira livre, a cadeira dele, do príncipe que acabara de salvar minha noite de descanso.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Os des-herois do mundo de fabula crystallis.

Comecei a jogar FF I a pouco, só que realmente os personagens não tem muita historia de fundo e não é aquele RPG muito profundo e tals.
Então resolvi fazer minha história, já que não tem, do jeito que deve ser.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Desejo - Segunda Parte - Inesquecível

Olá caros amigos, trago a segunda parte do conto Desejo (depois de alguns pedidos por uma continuação vindos principalmente da musa deste conto). 
Tenho uma regra adicional para este conto:

0. Precisa ler a primeira parte do conto  que pode ser encontrada aqui;

1. Você precisa iniciar essa canção e ouvi-la enquanto lê:

2. Precisa imaginar todas as cenas em preto e branco.

Aceitas todas as exigências prossiga com o conto, boa leitura. 

quarta-feira, 9 de março de 2016

Mike (Parte 3 de 3)

Os fundos do Golden Nugget estavam cheios de apostadores. Não era uma luta comum, mas a sensação era incrivelmente familiar.
O japonês começou mal, esticou pernas e braços, errou muitos chutes e socos, coisas que Mike esquivou e defendeu facilmente. E o momento que eu tanto esperava aconteceu: Mike deu-lhe uma sequencia de socos na velocidade de um cavalo de corrida. Eu realmente não queria estar na pele do japonês. Mike havia literalmente voado para cima dele, desferindo rápidos e fortes socos. Ah, que vitória! Ele acabou com o japonês sem que esse ao menos o tenha tocado. Mike fez uma pose de vitória incrível, parecia que sua camiseta se arrebentaria. Mas olhou para trás, e lá estava o japonês se levantando. Começava um segundo round.
Mike foi correndo na direção do japonês, mas levou um chute nas pernas e caiu. O gigante caiu! Levantou enfurecido, deu um jab em direção ao queixo do adversário, que retirou a face da linha de impacto e o socou. Mike ainda voltou a atacar, mas encontrou o calcanhar do japonês em seu rosto, e a partir daí, coisas inexplicáveis aconteceram...

sábado, 5 de março de 2016

Desejo - Primeira Parte "Emoção"

Atenção: O conto a seguir tem teores de erotismo.
Esteja ciente de sua responsabilidade quando continuar lendo.

Para a leitura desse conto imponho duas regras:

1. Você precisa iniciar essa canção e ouvi-la enquanto lê:


2. Precisa imaginar todas as cenas em preto e branco.

Aceitas todas as exigências prossiga com o conto, boa leitura.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Mike (parte 2 de 3)

Com ajuda de alguns amigos e cobrando alguns empréstimos, consegui escapar da dívida da minha vida. Meu campeão, Mike, também estava na pior: ninguém mais queria patrociná-lo.

Eu sempre achei que Las Vegas era como uma amante. Bonita, sedutora, prazerosa... mas basta um pequeno descuido e ela leva tudo que um dia teve o seu nome. O mundo do Boxe também não deve ser muito diferente. Mike era um cara forte. Um homem armado pensaria duas vezes antes de assaltá-lo, tamanho era seu porte.

No início, bastava um bom gancho de direita e a luta já estava decidida. Outras vezes um soco direto ainda não levava o adversário ao nocaute, mas comprometia-o pelo resto da luta. Muitas dessas, aliás, eram apenas uma questão de tempo. Mike era e sempre foi invencível.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Ao acaso.

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Estação da Luz

As noites de São Paulo tem esse quê de especial, era o que ele pensava enquanto caminhava para a plataforma. A noite havia sido boa e, apesar do relógio da estação ainda marcar nove horas, ela já estava acabando. Acordara tarde aquela manhã e fizera uma refeição solitária, depois precisou retomar o trabalho do dia anterior. Ao final da tarde, exausto, resolvera dar uma volta pela cidade. Havia encontrado alguns amigos no bar, sabia que sempre poderia encontrá-los lá, e depois de uma ou duas cervejas resolvera continuar seu passeio.
O trem aproximava-se vagarosamente da plataforma, trazia consigo a brisa morna da primavera. Ele cantarolava uma balada, entrou no trem e escolheu um lugar próximo à janela. Não tinha pressa e pelo visto o maquinista também não.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Strawberry Punch

Atenção: O conto a seguir tem teores de erotismo.
Esteja ciente de sua responsabilidade quando continuar lendo.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Série Mundos Quebrados - O Solitário









Os lábios dela bem desenhados e o olhar doce me mostravam o quanto era feliz.


O seu sorriso, que há tempos havia sumido,  agora reluzia me mostrava o quanto ele era feliz.


E até mesmo o fato de parecer ignorar minha existência. Não por que queria, esse nunca era o motivo, era simples ele apenas não precisava mais de mim, eu havia lhe guiado dado força, mas ele era feliz agora.


E ignorava que apesar de ser grato por vê-lo feliz, eu estava muito longe de ser feliz.
Não me virou as costas, apenas foi embora, não sabia exatamente como me arrisco a dizer que nem ao menos notou sua partida.


Dificilmente notaria, nunca notavam o quanto eu precisava deles, ele não seria o primeiro a enxergar as lágrimas através do sorriso.
Eu não tinha o direito de reclamar, essa era a natureza de minha existência sou um anjo afinal, ninguém quer a companhia de um policial antes do perigo, ninguém bebe água sem ter sede.
Eu era auxílio e não o contrário, era compreensivo  que eles esquececem de mim, que não soubessem o quanto sou solitário e infeliz depois que vão embora.

E mais natural é a minha solidão, depois do amor e dedicação a essas criaturinhas fascinantes que se denominam de humanos.



quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Série Mundo Quebrados - O Palhaço





Meu nome é Felipe tenho 17 anos cresci num circo.
Ah! O circo em sua maioria construido e estreado pelos ciganos, Ciganos! Povo mágico e misterioso!
Pelo menos para os gadges... Minha familia é circense desda decada de 50 quando os circos começaram a ser moda por todo o mundo, a junção do circo com a alma cigana é tão tenue que hoje não parece haver diferença, assim como a maioria dos ciganos sempre preferimos viver em movimento. Esse planeta é grande demais e lindo demais para se ficar parado.

Mas esse papel e essa caneta hoje não possuem o intuito de falar sobre essas belezas desse mundo que compartilhamos com tantos outros seres, o que me faz escrever hoje é o inverso, tudo é bonito e feio sempre, e talvez por isso eu comecei a falar da beleza porque não quero que me entendam mal, não existe só tristeza no meu coração o coração de um palhaço, não quero que da proxima vez que houvirem uma piada de alguém como eu chorem, coitado desse amigo, que infortunio seria. Quero apenas lhes mostrar algumas das mazelas que eu e meus povos circenses e ciganos enfrentam todos os dias com o sorriso caracteristicos dessas duas culturas sorriso que não consigo mais sustentar em meus labios.

domingo, 8 de novembro de 2015

Mike (parte 1 de 3)



Se você quer saber sobre apostas, bem... eu sei tudo sobre apostas. Las Vegas é uma cidade ideal pra você! Máquinas de slots, Black Jack, dados... ah, como esquecer do Poker? A emoção de jogar... a emoção de ganhar! Sim, quando você ganha, o mundo inteiro aplaude.

Quer saber? Eu gosto muito mais de torrar uma grana nas grandes lutas de boxe! Essas sim! Movem uma grana que dobra qualquer agente do governo. Quanto você tem? 15 mil? 150 mil? 500 mil? Não importa! Tudo é pouco perto da quantidade de dinheiro que circula em torno do ringue.