quinta-feira, 17 de novembro de 2016

King Of Fighters XIV – a saga continua!


Que bom que vocês voltaram! (Especialmente vocês, Di Santos e Gabriel!)
A gente vai falar da minha série de jogos favorita: The King Of Fighters!

Até hoje, só conheci um cara que gostava de jogos de luta/jogos da SNK e não curtia KOF... pode isso? Tudo bem, ele era um chato de galochas. Achava que o investimento anual de KOF seria o principal motivo da concordata da SNK... não que seja uma impossibilidade, mas culpar a principal e mais lucrativa franquia da empresa pela falência, é meio ilógico, não acham?

Por falar em chatice:
ESTE POST CONTÉM SPOILERS DE MONTÃO! NÃO ME ENCHA O SACO DIZENDO QUE EU NÃO AVISEI!

Anteriormente, neste blog, além de ter cometido infinitas comparações com Street Fighter, eu prometi contar quais sagas são continuadas neste (atual) último jogo da franquia KOF. Vamos lá?

Pra começar, vamos finalmente lembrar as sagas dos KOFs anteriores:

Rugal (94/95) – Derrotado, tentou novamente lutar usando da força Orochi. Sabemos que Rugal está vivo, mas sem a força Orochi. [OK, eu sei que Rugal é, na verdade, fruto da saga Orochi, mas achei bom deixar ele em separado por motivos de eu que sei!]

Orochi (96/97) – Goenitz e Orochi estão em sua dimensão paralela à nossa. Goenitz foi por vontade própria, já Orochi foi banido por Chizuru, Kyo e Iori.




Nestis (99/2001) – O quartel Nestis foi dizimado, mas alguns de seus membros ainda existem e ainda pretendem causar problemas para K’ e sua trupe.








Ash (2003-XIII) – O Ash fez a maior festa: roubou poderes de Chizuru, de Iori, quase os de Kyo, e ainda traiu seu ancestral, Saiki nos portões da dimensão de Orochi. Essa treta terminou com o desaparecimento de Ash, quase sem deixar vestígios na memória dos participantes.





[Começam aqui os Spoilers! Não gostou? Vai chupar uma manga!]


O promotor do Torneio Rei dos Lutadores 14ª edição é Antonov, que à primeira vista parece um daqueles russos lafanhudos que tomam banho uma vez a cada inverno, porém... Antonov é apenas um cara muito rico que não poupou dinheiro na compra dos direitos autorais do KOF, nem gastos na produção do torneio, nem anabolizantes para touro e horas de academia. Mas, mesmo com aquelas costeletas e charutinho que nunca sai da boca, Antonov é gente boa. Fez o torneio sem intenções maléficas. Serião, o cara não quer treta, ele só quer a chance de lutar contra os melhores entre os melhores. Mas tomou algumas precauções, também. Como ele sabe que Kyo e seus amiguinhos gostam de decidir tudo na base da porrada, contratou um time original e bem interessante...
Antonov faz algumas cenas de alívio cômico, dando uma pausa na velha lenda de que Onde tem KOF, tem treta. É de um humor japonês, bastante questionável, mas você consegue entender a tentativa de piada. Por exemplo: Antonov pede ao diretor de projetos que 20 bilhões de pessoas assistissem ao torneio. O diretor retruca, explicando que atualmente o mundo possui apenas 7 bilhões.

E já que entrei no tópico do enredo, vamos adiante!

Japan Team

Temos o legendário Time do Japão! Cinco vezes campeão, e ainda, outros dois títulos (um pertencente a Kyo, outro pertencente a Benimaru) em torneios anteriores. Não há grandes mudanças no time, exceto o alcance de Daimon, que parece ter diminuído. Por outro lado, Benimaru continua rápido e poderoso, especialmente pelo visual de seus golpes. Kyo mudou de visual, cabelo, roupas, mas todas as cores alternativas ficaram estilosas, assim como seu Super Desesperation Move. Ah, sim, à título de curiosidade: no SDM de Daimon, finalmente podemos ver seus olhos!
O final do time japonês deixou um pouco a desejar, mas se vocês puderem guardá-lo na memória e ver um final de um outro time, algumas pontas se fecham. Amantes da Saga Orochi irão se arrepiar!


Yagami Team


Time Yagami, também lendário, mas que merecia reformas. Iori deu uma boa reformada no guarda-roupas, mas manteve a formação com Vice e Mature. Na minha opinião, essas duas não são tão fortes como Benimaru e Daimon, o que coloca Iori numa desvantagem enorme contra o time de Kyo. Sim, essas duas já poderiam ter se aposentado em 1996. Não me levem a mal, é claro que se uma loira como a Mature batesse na minha porta e dissesse que faria qualquer coisa para entrar no meu time, eu aceitaria, sob meus termos...
É claro que todos os integrantes têm uma bela treta com a saga Orochi, o final é bastante digno para os três.


Fatal Fury Team

Time Fatal Fury, um clássico. Não preciso dizer muito, Terry continua muito rápido e cheio de combos, Andy continua muito rápido e grosseiramente agressivo, e Joe continua muito rápido, escandaloso e enchendo a tela de poderes de vento e porradas. Destaco o estilo de Terry, usando jaqueta com mangas e a inscrição nas costas "Get on The Ring", numa referência clara à série Real Bout. Outra novidade legal é a que Terry continua com o Buster Wolf, o golpe que ele trouxe do jogo Garou. Joe tem se mostrado muito interessado em novos rivais, provocando alguns veteranos e novatos.
O final deles? Um bom happy hour no PaoPao Cafe. Além de lances do Terry com a Blue Mary, Andy se prostrando para a Mai, agora que moram juntos (o progresso!), e Joe continua com seu estilo forever alone de ser. Desde KOF 99 Joe assume o papel de cômico do grupo. Esse grupo de Fatal Fury é cool, e não pretende envelhecer.


Art of Fighting Team

Time Art Of Fighting, outro clássico, com a abertura do “Restaurante Kyoukugen”, Takuma Sakazaki está de fora, mas permitiu que Yuri participasse do torneio com seu irmão Ryo. Robert Garcia não poderia faltar, é claro. Ryo quer provar a superioridade de seu Caratê, não mostrou muitas mudanças. Yuri continua sua luta para provar a si mesma sua autossuficiência. Robert está amadurecido, parou com certas posturas cheias de malandragem e parece ter progredido em suas técnicas. 
O final... é, bem... como uma tradição, é cômico e deixa bastante a desejar. Apesar disso, continua sendo um grupo muito forte.


Kim Team

Time Kim, o antigo Korea Team, agora mais original. Parece que foi contra a vontade de Kim, mas seu mestre resolveu visitá-lo em South Town e, com uma amiga, resolveu ficar e participar do torneio.
Gang-il é o mestre de Kim muito dedicado, mas também um pouco mulherengo e bonachão. Parece que ele é bem conhecido em South Town, conhece Takuma e espera encontrá-lo junto a outros mestres.
Já Luong é uma lutadora de Tae-kon-do que usa seus dotes e traços femininos para distrair o adversário, perturbando muitos dos lutadores homens.
Quanto a Kim, vale muito a pena vê-lo dando sermão a seus antigos discípulos, que voltaram à vida de crimes.
O final do grupo é cômico, Kim faz de tudo para se livrar da dupla.

Villains Team

O Time dos Vilões ou da Penitenciária de SouthTown – Chang e Choi agora têm um novo líder: Xanadu, um prisioneiro obeso, careca, barbudo e bastante lafanhudo. Xanadu é um daqueles caras que fumou uma erva braba e acha que encontrou a resposta para O enigma do universo. Azar de Choi e Chang, que aproveitam muito mais estar ao lado de um líder criminoso e relapso, muito diferente de Kim.
Mais um final cômico, mas neste você fica se perguntando se valeu o esforço.
Convém que eu acrescente: foi muito bom ter separado esses dois caras do Kim, já que os finais anteriores revelavam insatisfação dos dois lados. Kim merecia um time mais dedicado e Choi e Chang não gostavam realmente de fazer parte disso. Achei essa adaptação muito justa.

Official Invitation Team

Time de Convidados Oficiais – time interessante e original:
  • Sylvie Paula Paula é um “clone anti-K”, muito provavelmente o primeiro deles, foi substituída por outras versões posteriores (K9999 e Kula,por exemplo), e abandonada pela Nestis como um protótipo que não deu muito certo, ela possui poderes elétricos e, assim como Kula, ainda não passa de uma garota bobinha;
  • Mian é uma chinesa séria que faz um verdadeiro teatro de artes marciais, que inclui movimentos alternando suas máscaras. Os poderes parecem ser de vento e água, mas não se pode ter certeza, já que não causam efeitos elementais no adversário, por outro lado, sua técnica é disciplinada, digno de uma lutadora que, com treinamento, faz um belo estrago.
  • Kukri é um guerreiro do deserto, com poderes de areia. Lendas dizem que não se deve olhar diretamente para seu rosto, do contrário conhece-se a morte. É um rapaz sério, arrogante e perturbador, Kukri tem uma motivação a mais para estar no torneio do que a mala de verdinhas de Antonov, que patrocinou sua participação.
Surpreendentemente, é um dos finais mais interessantes. Kukri sustenta a seriedade da situação deste KOF, já que houve mais um contratante, que pede uma investigação detalhada sobre o que “a força” que os lutadores liberaram. E, pasmem: seu contratante é bem conhecido por nós. Saga continuada: Ash Tales.

South America Team

Time Sul-Americano: formado pelos brasileiros:
  • Nelson (boxeador que perdeu um braço em um acidente, mas teve uma prótese colocada por um misterioso patrocinador); e
  • Bandeiras (um otaku que aprendeu a lutar assistindo todos os tipos de anime sobre ninjas, sobretudo Naruto);
  • E também pela colombiana Zarina (que faz o papel da capoeirista gostosinha bonitona).
É interessante pensar que a atual SNK  fugiu do clichê "capoeirista brasileiro(a)" e até deu certo destaque aos otakus brasileiros, acredito que seja não só pela população de São Paulo, mas porque o Brasil realmente tem se destacado no universo Cosplayer, e o que dizer de Nelson? Um brasileiro que não desiste nunca!
O final não é muito relevante, para a saga principal, mas tem seus encantos: Nelson apresenta uma nova sub-saga, apresentando nas entrelinhas seu patrocinador e sua irmã, em recuperação do mesmo acidente que lhe fez perder um braço. Zarina vai abrir um parque de preservação de aves, visto que é uma ecologista de primeira. E Bandeiras vai incomodar o Japão inteiro, como todo o otaku faz.


Mexico Team

O Time Mexicano:
Ramon volta aos ringues, curiosamente foi campeão, quando fez parte do time de K’. Nesta edição, ele fez questão de formar o time;
King of Dinossaurs, aposto que você já sabia, é o legendário Tizoc (de Garou, que já participou de dois KOFs), mas nesta ediçãousando sua face maléfica (você sabe, entre os lutadores de luta-livre, eles usam um alter-ego maléfico por “n” motivos), já que Tizoc foi derrotado por um certo boxeador brasileiro com um braço mecânico.
Angel - também mexicana, foi convencida por Ramon a voltar à vida de luta e parar de se esconder (desde aquela fuga com K9999 em 2001). Sua grande relevância está em reconhecer Sylvie Paula Paula, já que Angel foi agente da Nestis.
A formação é interessante, mas tem um final bobinho. Juro, eu adoro KOF, mas tem vezes que a SNK se supera.

Sout Town Team

Time South Town: Geese resolveu participar novamente do torneio, só pra provar que está vivo e ainda manda na área. Com ele, seu lacaio favorito, Billy Kane, que continua sendo tão lazarento quanto em todas as suas versões anteriores. Geese também nos trouxe Hein, um japonês, naturalizado alemão, que trabalha como secretário de assuntos no exterior em nome de Geese.A cena mais interessante é protagonizada por Hein, quando ele reconhece King como Leoa-de-chácara de Mr. Big. Geese da as caras com Terry, mas não tem a ênfase que poderia.
O Final? Eu confesso que esperava mais: Não há menções ao grupo Fatal Fury, nem menções ao Art of Fighting, sem nenhuma relevância para a saga principal. Minha nossa, SNK! Eu juro...

China Team

Time da China: o bom e velho mestre Tung Fu Rue havia previsto que neste KOF a treta seria monstruosa, por isso, convocou seus discípulos atuais, cheios de potencial:
Shunei, moleque malcriado com dois tipos de energia, um vermelho e outro azul (mais alguém tá vendo Naruto aí), que alterna ou combina os poderes em forma de mão/garra e, francamente, não parece gostar de lutar. O próprio Kyo Kusanagi se identifica muito com o garoto, e essa cena merece destaque.
Meitenkun, moleque preguiçoso, que luta com um travesseiro. Depois que você dá uma coça nesse moleque, ele consegue ajeitar o travesseiro e parece aliviado porque a luta acabou. Sério, SNK?
E o mestre Tung mostra que sua técnica de metamorfose é realmente impressionante.
Eis um final que vale muito a pena! Mestre Tung avisa que a treta só está começando e que ele terá de avisar seus pupilos mais antigos (e aí vem uma lista longa de personagens de fatal fury e real bout). A boa notícia é que isso deve trazer novos integrantes para as próximas edições do KOF.
Se me permitem dizer, foi realmente uma boa ideia beber da fonte de FF-RB. O Mestre Tung ainda dá as caras em outros finais e no ápice do evento: a luta final.


Psycho Soldier Team

Time Psycho Soldier, o antigo time da China conta com a formação clássica. Athena continua sendo uma colegial purpurinada, Chin continua cheio da manguaça, Kensou trocou de roupa e cabelo. As técnicas de Chin estão mais semelhantes às que ele usou em KOF XIII. Athena se modernizou um tanto, mas nenhuma mudança relevante nas técnicas. Kensou mais uma vez investe em se tornar um artista marcial sério.
Nada muito novo, mas, pelo menos, mantém a coerência e a continuidade de suas evoluções presentadas em KOF XIII. O final puxa a brasa para o lado de Athena, superstar e lançando CDs e mídias virtuais... saudades de 1997... eu vou ali no meu cantinho chorar um pouco e já volto para terminar este artigo, ok?

Ikari Team

Time Ikari Warriors – Clark, Ralf e Leona voltaram, com menos anabolizantes. Pouca coisa mudou, mas eles conhecem os membros da própria organização, estão no KOF a mando de Heidern, que sabe que onde tem KOF, tem treta! Leona está um pouco mais rápida, Clark dá a sensação de que podemos sentir muita dor, participando do KOF e Ralf continua sendo um apelão lazarento.
No final, Heidern não conseguiu muitas respostas sobre as forças ocultas que a 14ª edição do KOF liberou, mas registrou a criatura chamada Verse e prometem ficar de olho nas atividades dos seguidores de Orochi. (Tem um pouco de cada saga aqui.)

Another World Team

Time Another World – Pegando jogos de outras franquias, o KOF nos reapresenta:
Nakoruru – de Samurai Showdown (não, jura?), que sabe que foi trazida a esta dimensão para parar uma força maléfica;
Mui Mui – uma chinesinha com poderes de ki e fogo, aparentemente vinda de uma máquina de caça-níqueis;
Love Heart – Uma pirata da terra dos navios voadores e chata de galocha com uma espada feita com sua energia.
O “crossover dentro do crossover” tinha até como dar certo, contando com Nakoruru como guardia da natureza, mas... temos mais um final bobinho, em que as garotas discutem a que horas voltam para suas respectivas dimensões. Esse grupo era sem pé nem cabeça, o final poderia unir pontas, mas não... Porra, SNK!!! Precisa mesmo ferrar tanto com a grana dos fãs de KOF?

K'  Team

 
Time K-dash – K’, Maxima e Kula estão de volta. Fogos! Fogos! Maxima é o único que apresenta novidades visuais notáveis e até ficou um pouco mais rápido.

Seu final é relativamente bom, já que entregam seus relatórios para Heidern e os Ikari Soldiers. O clima entre as equipes não é o mais animado, considerando que Ralf considera K' arrogante, enquanto a recíproca é verdadeira. Sua reunião resulta em pequenas conclusões. [Claro, saga Nestis aqui.]
O time não foi inovador, mas vale muito a pena praticar com eles. O final é um dos poucos que valem a pena.

Women Fighters Team

Time Women  - King e Mai, mais uma vez. A terceira integrante é Alice, uma fã de carteirinha do time Fatal Fury que treinou várias artes marciais e imita golpes dos três integrantes rivais. Essas garotas têm seus momentos de glória: Alice é reconhecida por Terry como oponente à altura, King é convidada por Ryo a dar aulas de bicudas no dojo Kyukugen, e Mai tem uma rápida D.R. com Andy, porque ela é quem sustenta a relação.
O final é bem significante pra quem gosta de todas as garotas da SNK, muitas delas fazem parte do final desse time. [Easter eggs maximum!!!]


Prometo falar mais do enredo e de Verse, o chefe final, na sequência.
E, de modo geral, é um bom jogo?
Calma, pequeno gafanhoto. Tenho muito pra falar desse jogo. Muito.

3 comentários:

  1. Cara bem namoral...ficou muito viuvo dos kofs antigos esse teu post, sem ofensas :v

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    1. Tranquilo. Deixa eu tentar um Upgrade.

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  2. Entendo pouco desses jogos de luta... Mas as garotas desse jogo parecem bem com as de anime, não acham?

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