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sábado, 2 de fevereiro de 2019

Trilogia Millenium - E um escritor feminista




Aos que não estão familiarizados a trilogia de livros Millenium, é uma serie de romance policial, que nos traz não apenas mistérios instigantes e cativantes como a versão ampliada do mistério do quarto fechado, ou ainda de um criminoso invisível para o governo envolvido em crimes contra a humanidade e as mulheres. Mas acima disso nos traz personagens profundos, tanto masculinos quanto femininos. Nos traz mulheres com interesses profundos e amplos nas mais diversas áreas.

A trilogia inteira me parece uma Ode as mulheres, no melhor dos aspectos, uma obra feminista escrita por um homem feminista, Essa obra já foi adaptada 3 vezes ao cinema, o primeiro filme feito no pais de origem da obra Suécia traz uma personagem feminina intragável para o paladar de boa parte dos homens. Uma mulher independente, fechada, "grosseira", reativa de forma agressiva ao menor ato de ameaça. Essa é a Lisbeth Salander interpretada por Noomi Rapassi, ela te mostra a cada cena que não precisa de ninguém além dela mesma, que apesar de sofrer é mais do que capaz de ser sua própria heroína.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Cronicas de Nashtar- capitulo 4 Questão de Sobrevivencia


Ela era mais bonita do que eu poderia imaginar, pensei ao ver a imperatriz pela primeira vez. Como uma nobre, havia sido privilegiada com a honra de conhece-la, e o prazer de ter uma conversa amigável com a jovem que já era soberana do nosso reino.

Esse prazer logo se repetiu mais vezes... Muitas outras vezes.

O peso da coroa lhe tirava a leveza que sentia necessidade de ter nos seus recém completos 17 anos, poderia provar um pouco dela me tendo como sua companhia, uma garota com sua idade, e agradavelmente corajosa (ou talvez tola) o suficiente para expressar verdadeiramente o que sentia e pensava a vossa majestade, ao invés das nobres muito bem educadas, polidas e enfeitadas que costumavam lhe visitar.

Era incompreensível e desnorteante a lembrança da jovem soberana de minha primeira encarnação, diante da mesma alma que ameaçava a vida do meu amado no presente.
Ela é realmente um perigo? alguém pode mudar tanto em algumas dezenas de existências?

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Cronicas de Nashtar - 3

- Quando você se tornou real?- foi a primeira coisa que lhe ouvi falar após sairmos da cela, já estávamos no túnel.
       
             Não sabia se era minha ânsia por tê-lo ou a emoção da fuga inusitada que de alguma forma tornou tudo um pouco semelhante demais a um delírio. Não respondi, mesmo que tudo fosse um grande absurdo aquilo já era um pouco demais.

Estávamos no meio do túnel, a sirene tocou em algum lugar na prisão.

- Eles vão perder um pouco de tempo revirando na prisão, mas não temos muito tempo a perder. - disse tentando me manter focada - Conhece alguém que poderia me ceder um barco?

-Não.

"Certo, lá vamos nós de novo à pirataria. Merda!"  pensei, avançando rapidamente para o fim do túnel.

           Uma alavanca na parte interior do túnel me permitiu abrir a passagem em frente a estatua, Heitor ficou um tanto pasmo quando viu onde saímos.

- Em frente ao governador?!- perguntou num tom de surpresa irônica.

- A principal regra para fazer passagens secretas é sempre fazê-las num lugar fácil de lembrar. Vamos!- disse apagando a lamparina, aquela luz poderia ser vista por um guarda mais atento na torre de vigia. E a sirene deve ter acordado qualquer espirito no subterrâneo, não podia contar que não acordasse um guarda.

          O caminho pela costa era íngreme, o escuro da noite tornava ainda mais complicada a caminhada, meus pés foram castigados pelas pedras e não era difícil acabarmos topando com arbustos, apesar da luminosidade da lua. Eramos uma dupla atrapalhada numa situação complicada. Hector segurava minha mão com força, parecia acreditar que eu poderia sumir na escuridão a qualquer momento, como uma miragem vista na neblina da noite escura. Em 20 minutos descemos a encosta, os guardas na cidade estavam em polvorosa.

-Precisamos chegar no porto! - disse reflexiva, ninguém esperaria o roubo de um navio no meio de uma fuga, a cidade não possuía tantos guardas assim para continuar a defender o porto.

-Sei de uma caverna a poucos minutos daqui que sai no mar próximo ao porto, você consegue ficar submersa por 5 minutos?

-Não

- Você vai precisar evitar se mexer, assim seu pulmão vai ficar com ar por mais tempo, Vou te puxando.

- Tudo bem.

           Chegamos na caverna no tempo estimado, já podíamos ver o lanternas se aproximando, seguindo nossos rastros ainda um pouco próximos da estatua do governador.


-Vamos! - Disse Hector apressado.

             A caverna era estreita, uma fissura numa elevação da encosta, tornava impossível que das pessoas andassem lado a lado. caminhamos por 15 minutos, Hector em minha frente segurava minha mão com força. Até que a caverna se ampliou e nos encontramos numa parte com o teto alto, e uma lagoa profunda de um azul intenso, a água dava uma luz bruxuleante ao teto com o mais suave movimento.

Estava congelante.

           Foi a primeira coisa que pensei antes de ficar submersa, meus dentes chacoalhavam com vida própria, nos encaramos tomando coragem um do outro, e assim ele me deu uma das mãos e me levou para o fundo. A água era tão escura quanto a caverna, mas envolta pelo mistério que envolve toda a profundeza submarina preferi me manter no visível ao invés das sombras, existia uma luz azulada em nossa frente, que cada vez ficava maior, meu pulmão reclamava por ar, mas ele estava certo, não me mover ajudava. Apesar de me sentir levemente sufocada e cada vez mais sentir essa falta de ar. Estava consciente. e se tratando de um mergulho tão longo aquilo era muito, mas meus olhos estavam cada vez mais pesados, e me sentia esmagada pela falta de ar. A luz estava mais próxima.


            Meus pulmões doíam e buscavam desesperadamente o ar. então, finalmente emergimos da água, arfei em busca de ar por alguns minutos, até que finalmente minha respiração relaxou e pude ver onde tínhamos saído. 
            Era uma gruta a beira mar, apesar do porto ser visível da gruta, eles não possuíam uma boa visão devido a uma grande rocha de um cinza pálido, na lateral que a escondia.

- Está melhor?- disse Hector, me encarando com uma certa preocupação, seus olhos brilhavam com a luz da lua.

-Sim, vamos- disse, enquanto levantava do chão da gruta.

          O porto estava mal iluminado, exceto pelo farol de sinalização e as lamparinas carregadas pelos vigias, não existia nada de realmente preocupante.

- Como você pretende roubar um navio? - Perguntou ele meio absorto, a Frota era conhecida por sua rapidez, se simplesmente roubássemos logo seriamos pegos.

- Não se preocupe com isso, preciso que fique de vigia.
créditos: http://naviosenavegadores.blogspot.com/2017/08/

disse subindo no primeiro navio, um lindo bergantim, logo, soltei o controlador do leme, agachada atras da amurada da popa, a escuridão era uma boa aliada apesar de traiçoeira, era dificil soltar os parafusos apenas com uma faca.

             Foi mais simples tirar o timão, o encaixe de madeira era quase primitivo.

            Desci pela corda que amarrava o navio ao pier, com o timão pendurado no braço e um sorriso irônico a minha espera.

- Você não pode estar falando sério...

-Sim, estou. o plano é fazer isso com os navios mais rápidos da frota, exceto o Henry Morgan. Vamos nele.


- Vamos roubar o Henry Morgan?! - disse Heitor incrédulo com um sorriso nervoso.

              Conseguia entender sua incredulidade, o Henry Morgan, debaixo do luar mostrava ainda mais a sua imponência, nem a mais escura noite poderia esconder a obra prima da frota de Almíscar. O motivo de todo o tesão do sádico governador Timote III. 

- Sim, agora pare de falar e me ajude.

              E assim sabotamos um a um os três navios mais rápidos da frota, os únicos que talvez pudessem nos alcançar, se o Henry Morgan não fosse a joia que era. Os guardas estavam começando a intensificar a guarda do ´porto, a escuridão deixava aos poucos o céu, enquanto chegava a penumbra, a sombra do que era a noite.Embarcamos no Henry Morgan, um lindo galeão com o casco modificado para ser mais leve, mais rápido. Sem o véu negro da noite, o sono e pouco movimento do porto, logo fomos identificados.

- Invasores! No Henry! Rápido! - gritou um dos vigias, enquanto marinheiros apressados embarcavam o Anne Bony, outros lhes atiravam com as pistolas.

Logo que começaram a içar as velas e tira-lo do pier, descobriram a falta do timão.

- Sua filha da ****!!!! Porcos imundos!!!- e mais tantos outros carinhosos elogios foram ditos pela tripulação.

              Com o tempo que gastaram a organizar o Anne para a saída, nosso henry já estava tão afastado da costa que ela começava a ficar diminuta, estávamos entrando em alto mar. E o sabor da gloria e das promessas de luxuria me deixavam com água na boca. Enquanto guiava o timão observava Heitor na amurada da proa.

-Vou checar o que temos de estoque- disse ele largando sua divagações enquanto aproximava-se da entrada para a os aposentos do capitão.

                 Não demorou muito, o som de porcelana quebrando veio aos meus ouvidos, junto com o som do aço batendo contra aço. Lentamente, saiu com as mãos levantadas, a ponta de um mosquete pressionada levemente na garganta.

-Obrigada por roubar o Henry Morgan por mim... - disse  a Imperatriz.


domingo, 29 de janeiro de 2017

Furi - PS4 - Parte 2

Lembram do simpático carcereiro?
No episódio anterior:
  • Bier perdeu todo o senso de "Eu lírico", vezes chamando o samurai sem nome de "você", outras vezes de "eu".
  • Luzes de Neon e psicodelia não foram suficientes para piorar minha deficiência mental o meu caso.
  • Um monge com um simpático capacete de coelho, que eu decidi chamar de Kuma.
Agora:

O samurai sem nome, que de agora em diante eu vou oficialmente chamar de Samurai Bier, por motivos de "o blog é meu", "a história é minha" e "não gostou, tô nem aí", continua sua saga no mundo que faria o próprio Mágico de Óz cagar tijolos dourados.

Verinha... sempre simpática.
O monge coelho estava feliz. É possível que Kuma esperasse minha morte na épica nas mãos de Verinha (que venci graças a uma técnica secreta dos 25 mil continues), e talvez eu tenha superado suas expectativas. Ali estávamos nós... o herói e o monge que agia igual ao Mestre dos Magos...

O sábio cabeça de coelho (e não me perguntem porque eu o chamo de sábio) contou-me então que, para continuarmos nossa fuga, eu precisaria derrotar o Monge do Tempo. Em uma redoma completamente manipulável por ele. Não foi bem esse o diálogo, mas poderia ter sido algo como:

- Um guerreiro com as suas qualidades não terá dificuldades em enfrentar o Monge do Tempo. Ele vigia uma das saídas desta prisão, e com seu poder, pode desfazer fatos, desde que dentro de sua redoma...
- Na boa, tio Kuma, não podemos ir por um outro caminho?
- Não.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Furi - PS4 - Parte 1

Talvez vocês ainda não saibam, mas eu estou mergulhando na era PS4. Entre as grandes vantagens de se acessar a PlayStation Network, uma delas é a quantidade de jogos gratuitos que ela quer que você jogue por razões que não consigo compreender.

Serião! Não sei porque cargas d'água as empresas fazem jogos gratuitos que não oferecem vantagem alguma através do DLCs (os conteúdos adicionais pagos).

É o caso de Fury. Eu joguei muito pouco ainda para saber de mais detalhes, mas a coisa parece ser um bom derivado de Afro Samurai, adicionando cores psicodélicas. Não estou brincando: no jogo, você é um samurai (que até onde eu cheguei, ainda não tinha nome) aprisionado em um universo com cores desconexas e muito efeito neon. A história conta poucos detalhes, mas você percebe que o samurai (ou ninja, sei lá...) que pertencia à resistência foi capturado e torturado por dias e dias, por um carcereiro cretino.

Em um desses dias de martírio, um monge com um capacete de coelho de pelúcia aparece, fica fazendo filosofias ao vento, liberta o samurai e entregando-lhe a espada e a pistola (hein?) ensina a devolver o castigo ao carcereiro. Começa a primeira luta-tutorial-very-hard-first-stage.

Caras, eu não estou brincando. Outra coisa que não consigo entender é como um sábio que quer ser respeitado põe uma coisa dessas na cabeça. Mas vamos dar uma chance a esse universo paralelo...

terça-feira, 26 de abril de 2016

E-mail para a CipSoft

Sei que eu estava há muito tempo prometendo o envio de um pedido oficial à CipSoft solicitando autorização para a publicação das Crônicas Tibianas. Muito tempo? Cacetada! Eu estou há muitos anos esperando por uma oportunidade, por um momento de coragem, desde agosto de 2009. O caso é que eu tive medo de não ter mais perseverança para escrever (isso ainda em 2009). Medo de que o projeto morresse e eu, no auge do remorso, não conseguiria fazê-lo renascer das cinzas. Mas eu estava errado.

Tá certo que eu demorei para achar o fio da meada. Mas, as Crônicas estão aqui, com firmeza e força, perseverança! Então, ontem, chegou o fatídico dia. Tomei a dose extra de café e misturei a um pouco de ousadia. E ontem, a Cipsoft recebeu este e-mail (já traduzido do inglês):
" Olá, queridos amigos da CipSoft.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Série Mundos Quebrados - O Solitário









Os lábios dela bem desenhados e o olhar doce me mostravam o quanto era feliz.


O seu sorriso, que há tempos havia sumido,  agora reluzia me mostrava o quanto ele era feliz.


E até mesmo o fato de parecer ignorar minha existência. Não por que queria, esse nunca era o motivo, era simples ele apenas não precisava mais de mim, eu havia lhe guiado dado força, mas ele era feliz agora.


E ignorava que apesar de ser grato por vê-lo feliz, eu estava muito longe de ser feliz.
Não me virou as costas, apenas foi embora, não sabia exatamente como me arrisco a dizer que nem ao menos notou sua partida.


Dificilmente notaria, nunca notavam o quanto eu precisava deles, ele não seria o primeiro a enxergar as lágrimas através do sorriso.
Eu não tinha o direito de reclamar, essa era a natureza de minha existência sou um anjo afinal, ninguém quer a companhia de um policial antes do perigo, ninguém bebe água sem ter sede.
Eu era auxílio e não o contrário, era compreensivo  que eles esquececem de mim, que não soubessem o quanto sou solitário e infeliz depois que vão embora.

E mais natural é a minha solidão, depois do amor e dedicação a essas criaturinhas fascinantes que se denominam de humanos.



quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Série Mundo Quebrados - O Palhaço





Meu nome é Felipe tenho 17 anos cresci num circo.
Ah! O circo em sua maioria construido e estreado pelos ciganos, Ciganos! Povo mágico e misterioso!
Pelo menos para os gadges... Minha familia é circense desda decada de 50 quando os circos começaram a ser moda por todo o mundo, a junção do circo com a alma cigana é tão tenue que hoje não parece haver diferença, assim como a maioria dos ciganos sempre preferimos viver em movimento. Esse planeta é grande demais e lindo demais para se ficar parado.

Mas esse papel e essa caneta hoje não possuem o intuito de falar sobre essas belezas desse mundo que compartilhamos com tantos outros seres, o que me faz escrever hoje é o inverso, tudo é bonito e feio sempre, e talvez por isso eu comecei a falar da beleza porque não quero que me entendam mal, não existe só tristeza no meu coração o coração de um palhaço, não quero que da proxima vez que houvirem uma piada de alguém como eu chorem, coitado desse amigo, que infortunio seria. Quero apenas lhes mostrar algumas das mazelas que eu e meus povos circenses e ciganos enfrentam todos os dias com o sorriso caracteristicos dessas duas culturas sorriso que não consigo mais sustentar em meus labios.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Dragon Ball Z: Light of Hope

Finalmente conheci a websérie de Dragon Ball: Light of Hope.
Se trata de uma série financiada com renda coletiva, um pouco limitada, admito, mas o trabalho ficou muito bom!

Sem contar que é meu filler favorito de DB, o futuro de onde Trunks veio.

Sem mais milongas, aqui vai o episódio piloto:

Dragon Ball Z: Light of Hope - Pilot

Amei, galera!
Amei!!!

Agradecimentos ao Joe, do Ah Negão e ao Proibido Ler, que fez uma cobertura bem mais decente do projeto.