quarta-feira, 31 de março de 2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

As Crônicas Tibianas - Cap. 19

Um bom fim para Boozer e um começo para Grazi

Amanheceu e Carlin já nos acordava ao som da espadas. As donas-de casa tinham pequenas facas nas mãos e gritavam "Praga de Ratos!" - E era verdade: os esgotos de Carlin eram mais cheios de vida do que as ruas. Mas tanto havia daquela vida, que transbordava.

Andrezinho, Malu, Grazi e eu descemos as escadas da casa de Sagal e saímos à cata desses roedores. Me repugnavam, mas no meio de uma ou outra onda de fogo que eu e Grazi lançávamos, sorri e disse a Andrezinho:

- Isso não lembra do velho Tom, da Ilha de Rookgard?
- É verdade! Ele dava duas moedas de ouro por couraça de rato.
- E os mais jovens apelidavam o coitado de "Tom Carniceiro".
- Hahahaha! - caímos os dois juntos na gargalhada.

Uma hora se passou, e decidimos então partir a Venore. A caminhada continuou pela "Grande Estrada Principal"; pelo Desfiladeiro de Kazordoon; pela velha ponte, onde alguns anões nos importunaram; e depois de alguns kilômetros tibianos, estávamos em Venore. O sol do meio-dia esquentou nossas cabeças, acabamos indo novamente à Sorveteria.

Boozer recebeu de bom grado as três garrafas com o Licor mágico que havia nos pedido. Em troca, deu-nos sorvetes de graça e ainda se encantou com Grazi. Como reconpensa, Boozer nos deu três pás leves, ideais para aventuras subterrâneas. Também nos deu uma parte dos lucros, dez moedas platinadas, as quais depositamos no Banco de Venore.

Após nosso inusitado almoço, as garotas foram novamente às compras. Foram a tão desejada loja de roupas. De lá, voltaram cada uma com um pacote. No fim da tarde, Sagal passou em Venore, em busca de Grazi. Decidimos, os cinco que Grazi deveria ir antes. Viajar à noite é perigoso, mas Sagal é um Paladino respeitado, e como futuro marido, nada mais justo que os dois ficarem juntos.

Sentei-me em minha cama por uns instantes para fazer um balanço geral, afinal, obtemos lucros na luta contra os anões. Reparei que Malu andava pelos corredores. Acendi um lampião de óleo e fui até ela.

- Não foste dormir ainda, minha querida?
- Bierum... você vai com alguém até o casamento de Grazi?
- Sim, irei. Com você e com o Andrezinho, como deve ser.
- Puxa...
- O que foi?
- Sei lá. A gente anda pra cima e pra baixo. Eu sou muito grata pelos seus ensinamentos, mas acho que o mundo tem muito mais a me oferecer.
- O quê, por exemplo?
- Por exemplo, você!
Meus olhos pareciam ter ardido naquele momento. Senti milhares de borboletas em meu estômago e minhas mãos suavam.
- Veja bem, minha querida...
- Eu sei o que você vai dizer! Vai dizer que sua família já lhe prometeu a alguém!
- Na verdade, eu só ia perguntar-lhe se você aceita essa responsabilidade. Os sentimentos muitas vezes atrapalham uma batalha. Não posso permitir que você morra. Nem que o Andrezinho.

- Olha, Bierum... dessa coisa de sobreviver, cuido eu. Você acha que eu não consigo proteger o grupo, assim como você faz?
- Não... eu não quis dizer isso.
- E então?
- Eu quis dizer... que se você se sente preparada, pode escrever uma carta ao seu pai. Fale sobre o que sente. Não quero mergulhar Venore em uma guerra por causa do que eu sinto.
- E o que você sente?
- Necessidade de proteger você. E de estar com você.

- Vocês dois não preferem acordar cheios de energia e trocarem agrados à luz do dia? - Disse Andrezinho, com voz sonolenta.
[B.W.] - Está certo. Nos desculpe.
[M] - É.
[And.] - Na verdade, eu estou muito contente em ver meus dois melhores amigos juntos.
[B.W.] - Obrigado, Andrezinho.
[M] - Vou pra cama. Talvez os rapazes ainda queiram conversar.
Malu retirou-se.

- Bierum, com esse último depósito, o aluguel está garantido?
- Por dois meses, meu amigo.
- Ótimo. Talvez fosse bom descansarmos da luta, mesmo.
- Os próximos dias serão de festa...
- "Cerimônia da Eterna União"... Humpf...
- O que foi?
- Nada é eterno.
- Você não quer ir até lá, honrar o compromisso de Sagal e de Grazi?
- Quero... embora não acredite em tudo que eu leia.

Depois disso, fomos para a cama. Andrezinho ainda tinha de comprar algo para Grazi. Mas por agora, descansemos, meu querido ouvinte. Que a noite lhe agrade, assim como agrada a mim.

domingo, 28 de março de 2010

Definições

Porque você precisa de uma outra ótica sobre as coisas...



(Mandando um salve para uma amiga que me ajudou com essa!)

sábado, 27 de março de 2010

Intervalo comercial...

Você tem Dúvidas?
Sugestões?
Reclamações?

Tem alguma pessoa que você queira homenagear?
Quer publicar um "Separados ao Nascer"?
Ou uma "definição"?

Mande a sua idéia para mim!

Olha quantas opções!

1 - Deixe comentário no Blog!
2 - Mande e-mail para mim (robertobier@gmail.com)
3 - Adicione-me no MSN (caos_hunter@hotmail.com)

"Do silêncio, não se produz frutos!"

sexta-feira, 26 de março de 2010

Cinza (Parte I)

Foram embora. Felizmente nem ficaram para o café. vieram só por causa do Marco. Pobre Marco. Perguntaram a mim onde eu o vi pela última vez. Em pleno século XXI? Deus tenha pena!

Na última vez que vi Marco, era domingo à noite. Na manhã, joguei fora a caixa de leite... quase nova. Meu celular tocou na hora da ducha. Era um dia daqueles em que a gente fica p. da vida. Saí do chuveiro, molhei todo o banheiro, passei as mãos e o lado direito da cabeça na toalha e, finalmente, apertei a tecla verde do maldito telefone celular.

Era Marco. Dizia que tinha saudade e grana fácil. Tudo pra mim. Marco. Dois ou cinco anos sem nos vermos... não sei... com certeza não lembro... e que dane-se isso. Ele fazia questão de falar comigo, tinha um negócio a me propor.

Estudei bastante. A vida inteira. Sempre tive carros dos anos 90. O estudo não compensou o bastante. Nunca vou ter meu Mazda. Nem Porsche, nem Corvette... talvez, com a grana que eu muito poupasse, conseguiria uma pick-up. Não interessa agora. Grana sempre vem bem. Eu até gosto de carros dos anos 90.

Banho acabado. E-mails respondidos. Que droga, Glória! Porque você mora tão longe de mim? Ter você comigo seria a glória. E só. Glória: ela por ela mesma. O único café da cidade que abre aos domingos... tomara que meu café não tenha baratas.

Hugo estava lá. Grande Hugo. Líder de grupo, respeitado até pela polícia. Se você não olha pra ele, vai morrer. Se você olha pra ele, você já está morto. É só levantar a mão. Cumprimentar. Não tomar-lhe tempo. Hugo mandou um daqueles capachos... parecia um tapete, só que com braços. Me deu um recado importante: Marco queria falar comigo. Hugo é um idiota. Mas, se ele lesse pensamentos, nunca mais eu poderia tomar café. No máximo, eu tomaria sopa por um canudinho. Não sou otimista. É melhor que pensem que sou um burro calado, do que confirmarem que sou um burro falante.

Deixei cinco mangos com meu mensageiro. Três pelo café, dois pelo silencioso garçon. Se eu quiser continuar com meu carro, o negócio é embarcar em um táxi. Que cidade feia! Dá pra ouvir tiros. E são dez da manhã.

Engarrafamento. Blitz. Só chego ao centro ao meio-dia. Tem algo errado. Não sei o que é. Chove no calçadão. Cid, dono da banca de jornais quer papo. Ouço suas histórias. Diz que teve dezenas de mulheres. São boas histórias. Só histórias. Almoço em bandejas. Trabalhei tanto para chegar até aqui? Um quase-restaurante de quinta categoria. Eu queria ligar para Glória. Só poderia mandar uma mensagem pelo celular. Meu celular? Lá no café.

De volta. Mais um capacho de Hugo ali. Sozinho. Assim que me viu, correndo me entregou o telefone. Disse que eu deveria abrir mais os olhos se quisesse continuar vivo. Que celular pesado...

Outro táxi. A ala leste da cidade. A cada dia que passa, o céu é mais cinza. São seis da tarde. O motorista limpou minha carteira. A casa de Marco, no terceiro piso. Ele mesmo abriu a porta. Um abraço. Vamos ao seu escritório. Sentou, pôs os pés na mesa. Disse que precisava abrigar dois "colegas" dele. Eram traficantes. Os três. Eu disse que iria pensar. Dei-lhe outro abraço*.

Quando cheguei à esquina, meu celular tocou. "Marco" estava escrito no visor. Ele atendeu e uma bucha de chumbo atravessou a cabeça dele. Voltei ao seu escritório e joguei os dois celulares fora. Marco, sem um pedaço da cabeça, morreu. Minha irmã era apaixonada por um traficante. Morreu de overdose. Odeio traficantes.

(*Foi aqui que troquei os celulares.)

quinta-feira, 25 de março de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

"Burrocracia"

A arte de comentar algo num blog exige mais do que inteligência, exige tbm paciência...


(Para comentar em um blog normal)

Mas isso não significa nada. Se fosse preciso mais inteligência...



Aí que ninguém postava mesmo!