quinta-feira, 27 de maio de 2010

Old School

Alguns Crossovers podem ter resultados catastróficos...



(Retirado descaradamente do capinaremos.com)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

As Crônicas Tibianas - Cap. 27

Um agradável reencontro

Algumas horas após nossa saída de Venore, as Planícies do Sofrimento estavam banhadas com o sangue de ferozes Cyclopes. Impressionava-me o fato de seres fortes e estúpidos viverem em comunidade.

Grazi e eu havíamos encontrado uma caverna com alguns dragões, e cautelosamente os vencemos. O que nos fez fugir foi um Dragão maior, de escamas avermelhadas, no entanto àquela altura dos acontecimentos já havíamos reunido ouro suficiente nos primeiros Cyclopes... e carregados de bastante ouro (suficiente para mais alguns meses na hospedagem), que seria mais tarde dividido por nós dois.

Caminhamos ao norte, rumamos a Venore. Lá, fomos fazer a divisão do ouro e colocamos no banco a quantia necessária para nossas moradias.
- Sagal ficará orgulhoso. Três Dragões derrotados. Numa próxima oportunidade, irei caçar com ele. - Comemorava Grazi.
- Olha quanta sorte tivemos! - eu dizia - Com esse ouro, poderei me preocupar com outras necessidades. Inclusive em ampliar meu poder.

Grazi e eu nos despedimos. Ela voltava a Carlin, pela estrada principal. Em casa, encontrei um pergaminho ao pé da porta de meus aposentos. Era uma mensagem de Milla:

"Querido professor Bierum,
estarei em Venore o dia todo.
Se você puder me encontrar,
estou no correio de Venore com
novidades.
Um beijo!
Milla Cartezinni

Ps.: Será muito bom lembrarmos
os velhos tempos."

Também julguei muito boa a ideia de lembrar os velhos tempos. Empunhei meu Cajado de Energia Cósmica e saí. Após uma tranquila caminhada, avistei um mago medindo forças com Milla. Isso, em frente ao correio. Fui intervir imediatamente!
- O que pensa que está fazendo? - Ergui o Cajado em direção a ele, mas Milla se posicionou na minha frente.
- Fique calmo, mestre! - dizia ela - Este é meu aluno Bryan.

Baixei a guarda, envergonhando-me. Ele sorriu e se aproximou, tentando apertar minha mão. Desajeitado, o cumprimentei.
- Muito prazer, senhor Bierum. Minha mestra falou muito a seu respeito!
- Obrigado, meu jovem. Já conhecia Venore?
- Estou escolhendo uma cidade para viver. Venore me parece uma ótima opção.
- A melhor, meu amigo. A melhor.

Milla contou-me que estudara a magia enquanto esteve fora. Leu todo o livro de lendas que comprou quando saímos juntos. Que havia ampliado sua magia em Ab'Dendriel, uma cidade lotada de Elfos pacíficos, que toleravam humanos. Achei melhor nem ao menos comentar que Andrezinho foi ao encontro de um outro tipo de Elfos, os que rejeitam qualquer tipo de humano.

Parece que o Elfos entendem muito bem de magia: Milla estava procurando o tesouro da falecida rainha das Amazonas.
[B.W.] - Falecida? Engraçado, pensei que eu a conhecia... e estava muito viva quando eu a vi.
[Mi] - As Amazonas têm ainda uma rainha. Mas procuro pelo sarcófago da antiga rainha. Há algumas peças de tesouro valiosas por lá, eu só não tenho certeza disso, porque estava no livro de lendas.

[B.W.] - Parece que você estudou muito, não?
[Mi] - Li aquele livro da cabo a rabo. Mas hoje, Bierum, meu pupilo irá lutar com as Amazonas pela primeira vez. Sabia que elas têm um pequeno acampamento perto de Ab'Dendriel?
[B.W.] - Isso é novidade para mim. Diga-me, quer ajuda com as Amazonas?
[Bry] - Na verdade, acho que não poderemos ir ao sarcófago sem sua ajuda...
[Mi] - Bryan! Fique quieto. Eu poderia ir sozinha. Se ele vai conosco é porque eu quero que ele te proteja!
[B.W.] - Acalme-se. Como os meus dois companheiros de alojamento estão envolvidos em caçadas, parece que tenho bastante tempo.
[Mi]- Então?
[B.W] - Sim, irei com vocês.

Iniciamos uma lenta marcha até o Acampamento das Amazonas. Fomos recebidos, como sempre, à facadas pelas amazonas mais fracas. Milla e eu já éramos acotumados com as investidas, geralmente frustradas, das Amazonas. Bryan aprendeu rápido. Ele usava um escudo forjado pelos Anões, muito útil nesses casos.

No porão do acampamento, as Valkírias nos esperavam. Mostrei aos dois minha invocação da Tarântula. Eles gostaram. A Tarântula me obedecia, nos protegia, matava Valkírias rápida e impiedosamente. Paramos abaixo de uma tocha que iluminava o local, para que Milla abrisse seu mapa. Ali estava a planta do Acampamento, desenhada à mão.
- Como conseguiram um desses?
- É que minha mestra - respondeu Bryan - criou esse mapa partindo de uma cuidadosa leitura sobre as amazonas.
Milla fechou o mapa.
- Por aqui, garotos.

Ao final de um corredor, encontramos duas portas pesadas, fizemos os três muita força, mas nada adiantou. Bryan exclamou:
- Se olharem por este buraco, podem ver todo o tesouro!
De fato, ele tinha razão. Dentro da sala trancada estavam baús recheados de tesouros, armaduras indestrutíveis, pedras preciosas... mas nada ao nosso alcance.

- E se houver uma passagem secreta? - Perguntei.
- Não li nada a esse respeito. - Respondeu Milla, desanimada. - Mas, a tumba da rainha fica para lá! - apontou para o norte.

Iluminei com a palma de minha mão o caminho. Duas Bruxas pavorosas vestindo negro apareceram e correram em nossa direção. Elas tinham cajados vermelhos e pedras vermelhas (as runas) que liam e faziam chamas mortais. Em seu primeiro ataque, mataram minha Tarântula, mas uma delas havia sido envenenada. As duas vieram direto à mim. Os corredores das cavernas do Acampamento eram estreitos, mas pude passar correndo por Milla e Bryan, que juntos deram conta de derrotar as duas. Meu manto ficou chamuscado, mas pude notar que os frutos que plantei eram muito bons: Milla tornou-se uma magnífica maga. E agora tinha um bom discípulo. Os dois faziam Ondas de Fogo juntos. O jovem Bryan, quanto futuro! A jovem Milla, quanto poder!

Vencemos mais algumas guardas, às portas de um alçapão, praticamente no centro do Acampamento.
- Aqui deve ser a tumba... - divagava Milla.

Abaixei-me para verificar as escadas... E o que havia ali dentro eu prometo contar-lhe em nosso próximo encontro. Não se preocupe, meu amigo. O tempo passa mais rápido quando não se está ansioso.

sábado, 22 de maio de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

12° AnimeXtreme

E tava massa!!!

Nesse último domingo (16/05/2010) o grupo Otakuara (Otakus de Taquara, o qual orgulhosamente faço parte) e alguns representantes de Igrejinha embarcaram no ônibus e rumaram a Canoas. (Sim, este post é meu diário sobre o 12° AnimeXtreme.)

O evento era um dos mais esperados pelo grupo, superando até o famosíssimo AnimeWorld em matéria de espectativa.

Eu peço, antes de citar nomes, que me perdoem quem não for mencionado. Realmente não tenho memória boa pra lembrar tantos detalhes. (O vídeo em que o Pi me entrevista, provará isso.)

O colégio La Salle estava simplesmente lotado! E cosplays muitíssimo bem elaborados. (Possivelmente eu voltarei a esse post e colocarei fotos, ou farei uma nova postagem... to decidindo).

Pra começar, um bom chá de cadeira na fila... depois, alguns ajustes nos cosplays e tudo virou festa. O único pô em todo o evento, pelo que presenciei, foi a falta de espaço nos estandes. Uma pena, pois a concentração de pessoas no início do evento sempre é alta nessa seção.

Tivemos ali um evento muito tranquilo. Diferente do que muitos blogs religiosos dizem por aí, os otakus são educados, bem-humorados e muito dispostos. Cosplays invejáveis, gente simpática, baderneiros de plantão... mas nada de baixo calão, aparentemente.

A velha brincadeira das plaquinhas continua fazendo sucesso. Você já leu aquela "Me dê prazer"? Você aperta a mão do carregador de plaquinha e lhe diz "muito prazer". Nesse evento, as plaquinhas eram um pouco mais ousadas... passei por uma que dizia "Quero beijar alguém que nunca vi." E a galera fazia fila.

Lembrando os cosplays do grupo, Neco vestiu-se de Lanterna Verde (Liga da Justiça), Rodrigo de Ryu (Shaman King), Ben-Hur de Cavaleiro de RPG (qual mesmo?), Núbia de Alice (no país das maravilhas), Cassiano de Sanji (é? Do One Piece), Vitor de... esqueci, mas era do Evangelion... Andrezinho de Yun e Bier de Yang (do Street Fighter).

Eu ando elogiando pacas os cosplays do evento, mas ainda não mencionei o que foi a emoção de ser reconhecido em meu cosplay. A maioria das fotos que tiraram de mim foi na companhia do Andrezinho (pois um cosplay complementa o outro), mas o Andrezinho chamou mais a atenção. Poucos tiraram fotos de mim estando sozinho, mas é tão legal quando isso acontece...

Andrezinho também me pilhou para participar do desfile Cosplay... e valeu a pena. Ganhei animados aplausos e, saibam, muito valorizados. Aliás, jurei ter ouvido a voz do Gabriel no meio da galera assim que coloquei um pé no palco. "Emoção sem preço", isso define bem aquele momento.

Outras coisas que valeram a pena no evento (não necessariamente por ordem de importância):
1) Estar com os amigos;
2) Reencontrar outros amigos;
3) Fazer novos amigos;
4) Fazer um videozinho ao lado da galera que eu simplesmente amo!

Isso é tudo, pessoal.

Abraços aos meus amigos Otakuaras de plantão! Valeu, galera!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

As Crônicas Tibianas - Cap. 26

O encontro com o Mestre de Venore


Malu e Andrezinho estavam curiosos a saber do que contava a carta.
- As notícias não poderiam ser melhores! - Exclamei - Meus irmãos, herdeiros do meu clã estão vindo ao continente tibiano.
- Que grande notícia! - Disse Malu.
- Por outro lado, é mais gente para cuidarmos, não? - Comentou Andrezinho.
- Ah, não se preocupe. Eles não ficarão conosco. Estão na Ilha do Destino. De lá, escolherão as cidades por onde viverão.


[And.] - A sua família não era só de magos?
[M] - E quantos irmãos você tem?
[B.W.] - Alys é minha irmã mais velha. É professora em Rookgard.
[And.] - E foi ela quem treinou Grazi e Malu, eu recordo.
[B.W] - Isso... Bom, eu tenho também mais três irmãos mais novos. Biertrus Plate, que é corajoso, Bierdus, que é perseverante, e Bierfur, que é pacifista...
[M] - Eu vejo um pouco de você em cada um deles...
[B.W.] - Obrigado, minha doce amada.

[And.] - Então vocês dois querem que eu saia?
[M] - Não. Eu estou de saída. Vou fazer o controle dos trolls.
[And.] - Vou até o forte dos Elfos, o qual li sobre em um livro.
[B.W.] - E eu vou ler mais sobre a magia.


Algumas horas depois de separados, alguém batia à porta do meu quarto. Fechei o livro e abri a porta. Tentei não mostrar mau humor... mas meus olhos me apresentaram um outro tipo de humor: à minha frente estava Grazi, vestindo um manto de maga e empunhando o cajado que lhe dei de presente.


- Vamos até o famoso Vale dos Cyclopes de Venore?
- É claro, Grazi...
- Sabe do que eu soube? Há alguns Dragões no subsolo do vale. E pagam muito bem pela couraça de Dragão... Além do mais, este cajado que você me deu é bom contra eles.
- Eu concordo, mas não sei se devemos atravessar aqueles Cyclopes para achar um perigo ainda maior. Na última vez que fui, Zago estava conosco e ele alegou que seríamos poucos...
- Ora, Bierum... e quanto à invocação? Criaremos uma vida para que nos auxilie na luta contra os Cyclopes.
- Está bem. Mas antes de irmos, gostaria de ir à Loja de Poções. Sabe que algumas delas tem propriedades mágicas?
- Sim... aprendi isso há tempos.


Fomos então ao mercado de Venore. Poções que aumentavam a fora física. Poções que aumentavam a estabilidade da magia. Pedras que manifestavam elementos. No meio de tantos artefatos e itens mágicos, decidimos comprar uma mochila com muitas poções. A invocação que Grazi pretendia fazer poderia nos exigir muito poder mágico.

Na saída do mercado, Grazi e eu, sem querer, esbarramos numa maga loira que vestia uma capa cor-de-rosa. Pedimos desculpas e ela nada disse. Quando viramos uma esquina em direção ao correio de Venore, pensei ter ouvido um resmungo do tipo "Esperem meu amado saber disso."

No correio de Venore, peparamos as mochilas para o combate pesado que seria a luta contra os Cyclopes. Porém, ao chegarmos à saída, a Maga vestindo rosa mais uma vez apareceu. Tentando não conseguir uma luta contra uma humana, ao invés de um Cyclope, eu tentei contornar aborrecimentos:

- Minha jovem, preste atenção, nós não queríamos...
- Quieto! Meu amado veio até aqui pra conversar com vocês dois. - Gritou ela, me interrompendo.

Descia, então, as escadas, rápido como um trovão negro, o homem que ela invocara. Meus olhos pareciam enganar-me: era o mestre mago que conheci no Templo das Planícies do Sofrimento.
[?] - Me diga, meu amor... esses dois tentaram algo contra você?
[B.W.] - Acalme-se, por favor...
[?] - Quieto! Com você, eu favo depois!

A maga, então, apontou seu indicador para mim e para Grazi.
- Esses dois não queriam me deixar entrar na Loja de Poções!
O mestre nos observava com uma feição um tanto zangada.
- Hum...

Ficamos em silêncio e aguardamos o que seria o fim certo. O cajado do mestre mago nos daria luz final. Não sobraria nem mesmo cinzas de nossos corpos, dependendo da aplicação de poder dele.
[?] - Escute aqui, mago: se eu o atacasse neste instante, você fugiria?
[B.W.] - Não. Eu aceitaria o meu destino. Se você acredita que seja justo que eu morra por esse mal-entendido, eu aceitarei.
[?] - E sua amiga?
[B.W.] - Eu prefiria estar morto do que vê-la sendo morta. Nesse caso, eu tentaria manter você numa luta comigo enquanto ela fugiria.

Grazi ouviu perfeitamente, e decidiu se pronunciar:
[Gra] - Só que eu não deixaria você matar o meu amigo sem antes uma luta!

Tanto eu quanto o mago voltamos os olhos a ela. Ele, retomando o tom de autoridade, voltou-se para nós:
[?] - Bierum Wizzard, não é? Pois bem, Bierum. Hoje, você vai morrer!
[B.W.] - Eu não aceito o seu julgamento. Mas peço que poupe minha amiga do mesmo destino.

A maga de rosa riu:
- Hahaha... vocês dois estão mortos e ainda têm um pedido?
[B.W.] - Insisto! Ela não vai fugir, mas poupem-na!
[?] - Você não dá importância para o fato de eu matá-lo?
[B.W.] - É claro? Mas valeria a pena eu estar vivo e sem amigos?
[Gra] - O mesmo digo eu!

O mestre olhou para a maga rosa e sorriu:
[?] - Hahaha... Olha, Nana! É esse o tipo de amizade que vale a pena!
[Nana] - É verdade! Admirável!

Grazi e eu estávamos sem entender.
[B.W.] - E o que isso significa?
[Nana] - Que estávamos somente brincando! Eu sou Nana, a maga. E esse é meu amado Trin Galord. Pode chamá-lo de Lorde Trin!
[T.G] - Não se preocupe, jovem mago. Não tenho a intenção de matar ninguém. A não ser que isso seja de seu interesse.
[Nana] - É um dos magos mais fortes da região. Trin treinou com os melhores magos dos continentes. E reconhecido em Venore como mestre...

[T.G.] - É uma satisfação conhecê-lo, valente mago.
[B.W.] - Obrigado. Acredite, a satisfação é toda minha.
[Gra] - Mas quem planejou tudo isso?
[Nana] - Fui eu mesma, após nosso encontro. Trin me falou que conheceu Bierum no templo dos mortos, nas Planícies do Sofrimento. Porém, Bierum não o conheceu. Aproveitei o esbarrão, o reconheci pela descrição que Trin me deu, e aqui estamos.
[T.G.] - Mas agora vamos embora. Tenho afazeres pendentes.
[Nana] - Também irei. Trin me levará para conhecer a Cathedral Negra...
[Gra] - Boa sorte a vocês!
[Nana] - Obrigada!

E juntos subiram as escadarias para o centro de Venore. Grazi e eu retornamos ao correio. Parecia mentira: o grande mestre mago de Venore era nosso amigo, e não nosso caçador. Não podemos deixar de escapar um grande suspiro:
- Ufa...

O Sol da tarde estava ficando forte. Mas é tarde para que eu conte a segunda parte do dia. Deixaremos isso para nosso próximo encontro.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Atualmente...

Talvez nem todo o mundo saiba, mas este blogueiro está mudando seus patamares de vida...



Com emprego novo, cidade nova, e, infelizmente, sem internet por algusn tempos.



Poucos sabem, mas este blog continua com publicações graças à eficiência do agendamento do blogger. Eu deixei tudo encaminhado, desde as mais fracas piadas até as trabalhosas crônicas tibianas.



Mas é fato... o arquivo do blog está acabando lentamente. Semana a pós semana eu até tenho perdido o sono: "Isso ia dar uam boa postagem...", "que saudade de publicar uma ideia", "E a próxima crônica tibiana, vai ser com...". Pois é...



É fato que estou triste por algumas coisas que têm acontecido. Mas faz parte da mudança.



O meu pedido a vcs, meus leitores que raramente se manifestam, é que não abandonem este blog como eu tenho sido forçado a abandonar.



Agradeço a todos que, sabendo ou não sabendo da minha ausência, continuam vindo até aqui pra achar algo pra rir. Saibam que eu não pretendo decepcioná-los.



Um abraço!