segunda-feira, 26 de agosto de 2013

As Crônicas Tibianas - Cap. 69

A caminhada pelo Deserto de Jakundaf
 
O sol não havia se posto ainda, e Biertrus havia finalmente voltado. Bierfur havia dormido, mas acordou-se com a chegada de nosso irmão. Eu não cheguei a tocar no sono, mas havia descansado o suficiente.

- Estais prontos, então? - Perguntou de forma autoritária Bierdus.
- Sim, estou. - Respondi.
- Hummahhh... vamos... - Disse o sonolento Bierfur.
- Desculpem pela demora. - Disse Biertrus.

E então os quatro viajantes desfilavam pelos corredores estreitos de Venore, rumo ao Deserto. Ao descer das escadas, levantou-se possibilidades...
- Vêem aquela moça? Seu nome é Appaloosa, ela treina e aluga montarias. - contou-nos Bierdus. - O que vocês pensam sobre alugarmos 4 para chegarmos em breve?
- Bem... - divaguei.
- Não vejo porque não. - Disse Biertrus.
- Nem pensar! - Disse Bierfur.

- Qual o problema? - Indagou, de certo modo irritado, Bierdus. - Se três de nós não vêem problema...
- Diga por você. - Interrompi.
- O que foi agora? - Indagou novamente Bierdus.
- Pense comigo: Bierfur é um Druida, creio que ele considere usar cavalos como montaria uma espécie de crueldade. E convenhamos que não temos pressa, não? Se tivéssemos, teríamos saído mais cedo.
- Mas se nós três fomos favoráveis...
- Não... você e Biertrus foram. Eu nada disse. Além do mais, ao chegarmos lá a pé, a noite já terá caído e o deserto não será tão desagradável, como você mesmo falou. E foi sábio.

Bierdus não tinha mais argumentações. O silêncio reinou por mais algumas passadas. E essa tensão silenciosa poderia pôr nossa jornada em risco.

- Bierfur, como você soube desse ritual? - Perguntei, crendo que os interesses do grupo centrariam-se em Bierfur.
- Foi um acidente. Eu estava fugindo de um grupo de Minotauros de diversas classes que acampavam próximo das Planícies do Sofrimento. Cruzei com um valente cavaleiro que me ajudou a vencê-los, e tirei-lhe o veneno do corpo, por foi picado por uma Aranha Gigante. Ele me entregou um livro que falava sobre um sacerdote que havia se isolado do mundo que o cercava...
- Também conheci um desses,... - comentei - e por coincidência, foi em um templo quase abandonado nessas mesmas planícies...
- Mas esse não havia se isolado em um templo, mas sim em um buraco no meio do deserto. Bem, como eu dizia... esse amigo chamava a si mesmo de Arcanjo. Ele me disse que o homem passou o resto da vida construindo uma morada e um templo em devoção à Deusa Fafnar. Porém, com o passar do tempo, monstros passaram a ocupar o local. Querem sabero que é ironico? Fafnar é a razão pelo qual existem dias e noites em nosso mundo. E muitos desses monstros eram Demônios do Fogo!
- Prossiga.
- O que acontece é que esse Cavaleiro me contava tudo, enquanto eu estava incrédulo sobre os fatos. Então, ele me entregou um livro do próprio sacerdote. Era uma Crítica sobre a composição de Netlios. Esse livro foi escrito pelo sacerdote Adrenius, falava sobre uma coleção de livros escrita por Netlios, que tinha depoimentos de aventureiros. Porém, Adrenius entra em uma crise existencial, e espera pela resposta certa sobre isso.
- Complicado...
- Eu que o diga. Arcanjo me disse que Adrenius fez uma biblioteca dentro de seu "templo", abaixo do Deserto. E que essa "Crítica Literária à obra de Netlios" foi arrancada das prateleiras de lá.
- Então, o que estamos fazendo é...
- ...estamos indo encontrar Adrenius. Ele ainda vive abaixo do Deserto de Jakundaf. Aliás, você sabia que esse é o nome do Deserto de Venore?
- Agora estou sabendo, irmão.

O dia havia se tornado noite e a grama havia se tornado areia. Cobras vieram em nossa direção, mas Bierdus decaptou todas com sua espada.
- Encontro-me com fome, irmãos. - Ele dizia, limpando o sangue da espada.
- Vamos parar um pouco e fazer um descanso. - Decidi.

Abri um pacote com pão. Bierfur e eu começamos a comer. Biertrus e Bierdus não. Biertrus, sem dizer muito, caminhou até longe do alcance de nossa visão. Ele voltou logo depois, com um saco carregado. Abriu e jogou alguns ossos, carregados de carne na fogueira.
- Esse cheio... carne de Leão? - Perguntou Bierdus.
- Sim. - Respondeu Biertrus. - Para quem não é vegetariano. Quem mais quer?


Bierfur não fez boas feições sobre isso, mas não nos perturbou. Quanto a mim, embora entendesse seus sentimentos, resolvi comer um pouco de carne. Acampamos por uma hora e decidimos levantar. Pernas descansadas, barriga cheia e rumamos ao sul do Deserto.

Passados mais alguns minutos, Bierfur tropeçou em uma pedra. Acendi a palma da minha mão para analisá-la. Havia mais pedras ali, cobertas pela areia.
- Parecem um sinal... - comentei.
- Uma demarcação. Esta é uma entrada, essas pedras marcam um local. Quem está com a Pá?
- Eu estou. - Disse Bierdus, já puxando a ferramenta da mochila e encravando-a entre as pedras.

O buraco estava escuro. Coloquei a mão iluminada na proximidade dele, não enxergamos o fundo. Olhamo-nos e decidimos não arriscar.

- Vamos mais ao Sul. Vamos ver se encontramos esse tal sacerdote que Bierfur tanto falou. - Decidiu Bierdus.

Continuamos andando ao Sul e mais pedras apareceram no horizonte. Dessa vez, Bierfur disse algumas palavras mágicas e o vento abriu uma clareira. Estávamos acima de um piso de pedra regular, era a entrada de um templo subterrâneo. Uma das pedras do piso estava solta. Toquei nela com meu cajado e, ela se soltou, afundou lentamente. Foi aí que eu disse, surpreso:

- Acho que isso é...
- ...uma escada! - exclamou Bierdus - Vamos!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Capcom vs SNK 2 (2012)

Uma vez por ano tenho que fazer uma postagem assim...

Sobre o campeonato do meu PS2, rola o ano inteiro uma pancadaria com os ases da Capcom e da SNK.

Vamos para as homenagens aos que tentaram e aos que botaram a medalha no peito!


Rolento (FF2 - P-Groove)
Ele esteve várias vezes no ranking. Desbancado por Ryo Sakazaki, Akuma entre outros apelões...
Não chegou a entrar no ranking final, mas chegou muito perto.


King (AOF1 - N-Groove)
Ficou no ranking por muito tempo, e foi difícil de tirá-la de lá. Dona de combos poderosos e de sua arma ultra-secreta: o contra-ataque.

Considerada uma das melhores personagens do jogo, King perturbou a paz de Ryu, Chun Li, Kyo e muitos outros. Mas isso não bastou para que ela ficasse entre os 10 primeiros.

Mais sorte na próxima para esses dois. E também para os que não entraram no Ranking.

Vamos agora aos 10 melhores de 2012:

domingo, 16 de junho de 2013

Lá vem história...

[Essa aqui é rapidinha, que eu peguei esse PC emprestado...]

Fui num AnimeXtreme com o cosplay de Tony Stark... mas na ocasião, era num colégio muito próximo ao estacionamento da empresa onde trabalho. Aí me veio uma ideia (julguem) perversa: onde mais eu ia poder largar o carro? As ruas em volta do colégio estavam lotadas, quando não com flanelinhas... O estacionamento revesa de segurança diariamente... e os dos fins de semana é ainda mais raro, porque geralmente é o mesmo que faz o turno da noite, ou seja, o cara jamais me conheceria.




É fato que meu carro está cadastrado na lista do estacionamento. O segurança só precisou conferir a placa. Embora o meu carro seja deveras popular (Uno Mille), o cara achou que a pompa toda de Tony Stark significava que eu era de fato rico.
"Pode deixar doutor, vai ficar bem cuidado o seu veículo." - ele disse. E acrescentou: "Engraçado... é que eu acho que já vi o senhor na televisão..."

Ali eu prendi o riso e resolvi que esse diálogo merecia um encerramento com chave de ouro:
"Porque será que as pessoas sempre me dizem isso?" - E sorri pra ele, com a maior cara-de-pau que já ousei ter em toda essa minha vida.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

As Crônicas Tibianas - Cap. 68

Um presente de Sam Scott

Ainda naquela manhã, estávamos todos prontos. Bierfur, disse para irmos até o mercado, onde deveríamos comprar pá, cordas, um livro de magia, uma Espada de ferro e uma Besta. Em princípio, pensei em usar meu primeiro livro de magia, que substituí por um escudo por alguns anos. Mais tarde, Grazi havia me presenteado com um livro de magia mais avançado, o qual eu usava, mas estava descartado de ser usado fazer o ritual. Era um presente. Eu não estava bem com Grazi, mas isso não significa que ela perdera seu valor para mim.


Por fim, decidi ir até a loja de magia, sozinho, pois os outros dois irmãos foram à loja de armas. Eu tinha pá e cordas em casa, então minhas únicas preocupações eram o livro de magia e a saída repentina de Sam Scott. Grande foi a minha surpresa quando vi ninguém menos do que o próprio Scott saindo da loja, parecia com dificuldade em carregar a mochila.

- Sam, o que está fazendo?
- Ah, mestre. Bom reencontrá-lo. Comprei um presente para o senhor, já que irá a uma jornada na qual não poderá contar comigo...
- Agradeço, mas você acha mesmo que será necessá...- emudeci, porque ouvi palavras mágicas. Após isso uma dor imensa se deu em meu corpo.

Na porta da loja de magia, estava um mago. Ao seu lado, um Orc Guerreiro, que veio em minha direção. Sam também fora abatido pelo raio que me atingira. Minha visão ficou turva. O Orc me alcançou e com seu machado, que arranhou a capa do meu livro de magia e me jogou para trás. Fiquei indeciso quanto ao que fazer, pois o Orc e o mago me atacavam simultaneamente.

Raízes brotaram entre as pedras do piso, atravessaram o Orc e ele caiu no chão sem vida. Sam havia acabado de proferir suas palavras mágicas, a natureza havia se manifestado em favor dele. O mago recuou, mas Sam tirou da mochila uma runa e a leu rapidamente. Uma bola de energia branca voou em direção ao mago e suas pernas congelaram. Ele leu uma runa cinzenta e um raio negro acertou Scott, que dessa vez estava bem mais atordoado. Irritado e com ódio digno de um demônio, desferi uma onda de raio incrivelmente forte. Sam bebeu uma garrafa com poção de cura. O mago também bebeu uma poção, mas de magia e começou novamente a fazer uma conjuração.

Agora era um demônio de fogo, mas Sam o eliminou com mais uma daquelas esferas de gelo.
- Seus covardes! - Gritou o mago.
- Palavras muito atrevidas de quem atacou duas pessoas pelas costas! - Gritou Sam, da maneira que eu nunca havia ouvido. - Tome isso! Dizendo essas palavras, Scott leu uma runa cinza, com uma caveira encravada.Uma nuvem negra entrou pela boa e pelo nariz do mago e ele desabou, sem vida, abaixo da entrada da loja de magia.

- Scott... - eu disse sem fôlego.
- Você está bem, mestre? - Ele perguntou, ofegante. Eu sei que você reprovaria isso...
- Ao contrário, Scott. Você salvou minha vida. E estou orgulhoso da maneira com a qual lutou.
- Obrigado, mestre. Vamos até meu aposento.
- Sou eu quem lhe deve agradecimentos, meu amigo.

Na casa de Sam, ele abriu a mochila e dela tirou várias runas.
- Eu li que, na caverna onde fará o Ritual existem vário tipos de criaturas. Então coloquei todo o meu poder mágico nessas runas. Porém, não foram muitas, por isso fui até a loja comprar mais algumas.
- Sam, eu não quero decepcioná-lo, mas você não vai até lá.
- Ah, mestre... o senhor entendeu errado. Eu as fiz e as comprei para o senhor!
- Sam, eu não posso...
- Ah, o senhor vai aceitar, sim. Já tem o livro de magia?
- Não, meu amigo. Com o ataque daquele mago, tentando nos saquear, esqueci de comprar. Bierfur disse que um livro de magia básica já serviria.
- Mestre, quero que faça o ritual com o meu livro, neste caso.
- Scott... um livro de magia básica custa tão pouco. E possivelmente o livro não volte.
- Bem... o ritual é único, não é? Quero dizer... uma vez que você o faça, não poderá desfazê-lo, nem refazê-lo. Esse ritual é uma afirmação de que os deuses estão ao seu lado para que você siga a sua vida com a sua vocação, certo?
- Sim, acredito que seja isso mesmo.
- Então, já que eu não serei o Druida do seu ritual, aceite o livro e será uma honra fazer parte disso tudo.

Finalmente eu havia entendido Sam Scott. Ele não estava abalado por eu não levá-lo junto, mas estava me dando total apoio para que eu tivesse sucesso no ritual.
- Obrigado, Sam. Esse livro vale muito para mim.
- Valerá assim que o aceitá-lo.

E então, voltei até meu cômodo do Palácio de Papel. Dois de meus irmãos já me esperavam.
- Partiremos hoje à tarde, não? - Perguntei entrando.
- Não mais, - respondeu Bierfur - vamos esperar que o Sol enfraqueça. É o melhor modo de encararmos uma viagem pelo deserto.
- Porque não me disse isso antes?
- Você sabe como é difícil fazer seu irmão Bierdus mudar de ideia?
- E Biertrus, onde está?
- Ainda não voltou. Mas sugiro que descanse enquanto ele não chega. Ao final da tarde, partiremos.


Com isso, deitei-me em minha cama e aguardei. Bierdus deitou-se no chão, usando a mochila como travesseiro.
- Bierum, estás dormindo?
- Não, meu irmão.
- Tu deves. Nosso dia ainda será longo.

E faço do conselho de meu irmão, meu conselho a você, meu amigo. Descansemos. Logo, contarei a você uma das jornadas mais difíceis e marcantes de minha vida.

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segunda-feira, 27 de maio de 2013

As Crônicas Tibianas - Cap. 67

Segredos e mistérios

A manhã havia apenas começado, mas chamei Scott e Andrezinho para que conhecessem Bierdus. Scott trouxe frutas, Andrezinho trouxe leite e mostrou orgulhosamente a mochila e um escudo novos. Explicamos então que eu ainda teria mais visitas: meu irmão Bietrus e Bierfur, esse tempo que há tempos eu não via.

- E temos planos de viajar, Bierum. Tu virás conosco. - Acrescentou Bierdus à minha explicação.
- Não estou surpreso que me peça isso. Onde vamos?
- Perdoa-me. Prefiro aguardar a chegada dos outros.

Após isso, Andrezinho e Bierdus começaram a  conversar sobre a vida de Cavaleiro. Deixei em cima de minha cama a mochila aberta e vazia. Sam Scott entrou em meu quarto.
- No que está pensando, mestre?
- Honestamente, não sei o que pensar sobre esse mistério. Porque meus irmãos estão vindo para cá? E pra onde vamos? E porque querem a mim no grupo? E ainda, o que devo levar comigo?
- É, não dá pra responder tudo isso. Quanto tempo o senhor tem?
- Sairemos ainda pela manhã.
- Bem... ponha algumas garrafas de poção mágica na mochila. Nunca são demais. Umas de cura também ajudarão.
- É, você tem razão.
- Por favor, não saia sem falar comigo. Preciso ir até meus aposentos agora.
- Tudo bem. - E Sam partiu misteriosamente.

Voltei à sala, Andrezinho estava de saída.
- Nos encontramos lá, pode deixar. - Dizia ele.
- Do que vocês estão falando? - perguntei.
- Nada importante. - Respondeu mais que prontamente. - Até mais, Bierum!
E então, ficamos novamente sozinhos, Bierdus e eu.
- Terminou seu café?
- Sim. E obrigado pelos bifes. Se me permitires, esperarei deitado pelos outros dois.
- Sem problemas.


Divagar sobre as coisas que desconheço só pioram as coisas. O tempo sempre trará as respostas, não só as que se quer, mas as necessárias. De maneira que, se não é preciso saber de algo, é melhor que não se saiba. Arrumei mantimentos do alojamento, coloquei um pouco de comida na mochila. Passou-se uma hora... duas... e finalmente as batidas ecoaram pelo alojamento. Abri a porta e ali estava: um Druida omisso em uma grande capa marrom. Sua barba era ruiva, lembrava-me muito a terra.

- Você deve ser Bierum, certo? - Falou o homem, enquanto insetos saíam de sua manga. Observei seu rosto, apesar da barba, não me parecia velho.
- E você é Bierfur?
- Isso mesmo, meu irmão. Me abrace. - Observei o homem com certa cautela, pois nunca havia visto um homem tão ligado à natureza...
- Ah, sim... você deve estar hesitante com toda essa... bem... "imagem", não? Os animaizinhos à minha volta não são agressivos, e não estou nem um pouco sujo. O aroma que sente é das flores. A cor de terra é unicamente de minha barba.
- E ele é um homem sensível! - Disse Bierdus, do quarto. - Abrace-o, logo, pois vós não vos encontra há mais de uma década.

Não sei dizer direito o que se passou pela minha cabeça. Mas, Deuses! Era meu irmão, o mais novo deles. Eu o segurei ainda quando era bebezinho. Lembrei-me instantaneamente de ter deixado os três irmãos para trás para caçar com Alys... depois para caçar com Andrezinho ainda em Rookgard. Depois de ter deixado tudo, indo rumo à Ilha do Destino... Então eu o abracei, sem remorso nem hesitação. O manto era firme e, ao mesmo tempo, macio. Parecia que ele havia tomado banho recentemente, "em alguma cachoeira, talvez..." - pensei.

- Entre, meu irmão. Este lugar sempre estará aberto a todos os meus irmãos.
- Obrigado. Já sabe ao que fomos designados?
- Eu te proíbo de que fales sobre isso até a chegada de Biertrus! - Gritou Bierdus.

E a manhã estava cessando. Próximo ao meio-dia, finalmente Biertrus chegou. Ali, já tinha entendido o pacto de não falar muito sobre caçadas em animais mais puros, pois isso ofenderia Bierfur. Já, Biertrus era um caçador nato. Acredito que os dois ficavam muito mais em contato com a natureza do que Bierdus ou eu.
- Vou deixar algumas coisas por aqui. Tudo bem? - Disse Biertrus largando em um canto uma dúzia de lanças que estavam amarradas às costas. - É que, para essa jornada, prefiro levar flechas elementais...
- Deixe-as onde quiser.
- Vamos comer e sair?
- Acho que vamos. Mas antes, preciso que me contem o que faremos.
- Não acredito. Bierdus, venha cá!

Então meus dois irmãos discutiam. Enquanto Bierfur estava com a mochila aberta em cima da mesa. "Pão élfico, tomates, laranjas, bananas, nozes... ah, não poderá faltar uvas e ameixas..." Decidi chamá-lo:
- Bierfur, meu irmão, não quero atrapalhá-lo, mas estou curioso...
- O que foi? - perguntou ele, sem tirar os olhos das coisas que fazia.
- Por que estamos aqui? E para onde vamos?
- Ah, sim... nossos irmãos não lhe contaram ainda... nossa jornada, irmão...
- Sim, sim! Para onde vamos?
- Ainda tem o seu primeiro livro de magia?
- Sim.
- Então pegue-o. Vamos até o Deserto de Venore...
- O que faremos lá?
- Ah, você não sabe o que faremos lá? O Ritual da Vocação.
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