sábado, 13 de março de 2010

Intervalo comercial...

Toda a segunda...

"Nos dirigíamos ao depósito central da cidade, quando uma briga nos chamou a atenção. Chegamos mais perto para ouvir. Um grito introduziu melhor o que estava acontecendo:
- Sua bruxa! Vai perecer diante da minha espada! Os cavaleiros vão dominar todo o continente tibiano! - Era um cavaleiro todo chamuscado, mal tinha forças para erguer a espada, mas correu em direção a uma maga.
- Morra!"

...tem Crônicas Tibianas!


"Um estrondo de raio o arremessou de volta à origem de seu ataque."

Crônicas Tibianas! Toda a Segunda!
Só aqui! No Blog do Bier!

sexta-feira, 12 de março de 2010

O que é isso, companheiro?

[Clique na imagem para vê-la em tamanho legível]
[Se precisar, pressione Ctrl e +]

(Parênteses)

(Essa é mais uma das coisas que a Adri achou e enviou pra mim! Mais uma vez, obrigado, Adri.)

(Mais uma categoria nova no blog. Aguardem!)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Separados ao nascer #02

Porque as mães são frágeis após o parto.



O Alex vai rir!

Ah, sim... dia 15, o Alan faz aniversário!
Parabéns, cara!

segunda-feira, 8 de março de 2010

As Crônicas Tibianas - Cap. 16

A aventura em Kazordoon

Nossos olhos mal haviam se acostumado com a claridade do nascer do Sol, mas estávamos atravessando um bosque. O caminho foi breve e alguns anões tentaram interromper nossa viagem, fracassando seguidas vezes. Finalmente avistamos a entrada da montanha de Kazordoon.

No centro da montanha, uma porta enorme parecia vigiada por duas estátuas gigantescas de anões.
- Irônico, não? - comentou Andrezinho - Estátuas de anões gigantes!
- Os anões são mestres da escultura... alguns melhores que os humanos...
- Tem mais disso nos livros, Bierum... eles manipulam metais como uma segunda natureza. E se escondem no subsolo como se tivessem vergonha ante a natureza.
- Vamos indo? - perguntou Malú.

Ao entrar na caverna, nossos olhos mergulharam na escuridão. A cidade subterrânea tem em sua entrada escadas que sumiam na imensidão do escuro. Descemos até que a luz alaranjada do magma iluminou as paredes do hall de entrada. Andrezinho, Malu e eu arregalamos os olhos antes perturbados pela luz. Das paredes, podíamos ouvir o som de picaretas trabalhando, como se a cidade de Kazordoon estivesse sempre em progresso.

O primeiro anão que avistamos consertava carros de minério. Ele estava tão concentrado no trabalho que nem ao menos nos viu. Outros abriam espaço nas paredes, mediam aberturas, preparavam reforços às pilastras. Ocupados demais para lutar.

Uma placa esculpida nas paredes de pedra da cidade apontava a direção da Taverna. Imaginando que o licor que Boozer queria pudesse estar ali, entramos nela. Anões brigavam entre si, enquanto o resto dos clientes da taverna continuavam com suas bebidas normalmente. O taverneiro simplesmente se recusou a ir até a parte do balcão onde estávamos. Passava pela nossa frente e atendia outros clientes, todos anões.

Andrezinho me olhou nos olhos e deu um pequeno sorriso malicioso. Quando o anão taverneiro passou, segurei-lhe pelo colarinho e coloquei sua cabeça sobre a mesa:
- Minha paciência é digna dos monges, mas meu amigo é conhecido em Venore... ou será que um velho anão velho como você nunca ouviu falar da lenda do cavaleiro negro?
O taverneiro levantou os olhos e os viu refletidos na espada de Andrezinho.
- Ele não fala muito... mas luta o suficiente para transformar um ciclope em um anão...
- Está bem! Está bem! Parem, humanos! Eu os servirei.
- Apenas diga onde está o Licor encantado de Kazordoon. - Ordenou Malu. - Não podemos segurar o cavaleiro negro. Ninguém pode.
- Fi-fica no de-depósito norte... mas me soltem...
- Você falou e a sorte sorriu pra você... - eu disse, soltando o anão, que correu de volta para trás do balcão.

- De onde tiraram isso de Cavaleiro Negro? - perguntou Malu.
- É o truque do mago bonzinho e do cavaleiro malvado. - expliquei.
- Sempre funciona! - disse Andrezinho.

Nas ruas de Kazordoon, era difícil se saber a direção do norte. Mas encontramos uma placa dizendo "Depósito Norte". Uma porta de madeira foi atravessada, e encontramos uma escada colossal.
- É como se esses anões pensassem que são gigantes. - Comentou Malu.
- Eles precisam de algo para se orgulharem... - Explicou Andrezinho.
A primeira escada se encerrou em um quarto muito pequeno. Acendi a palma da mão para que víssemos o que nos aguardava: mais anões do que cabiam naquele quarto.

Andrezinho deu um golpe de espada que acertou três anões ao mesmo tempo. A espada de Malu faiscou na parede e acendeu uma tocha que estava prudentemente apagada e acertou outros dois anões. Os mais fracos tombaram perante minha magia, a onda de fogo. Subimos mais uma escada, luz apagada, minha palma novamente acendeu. Dessa vez, anões vestiam armaduras, escudos e machados dourados. Esses deram muito trabalho... usei o chicote de raio, a onda de fogo quase queimou Andrezinho, e o escudo de Malu quase rompeu em um golpe feroz de um anão.

Andrezinho encontrou mais uma tocha na parede. Depois que os anões estavam mortos, restava-nos investigar o depósito. O fogo da tocha iluminou o pequeno quarto... e muitos barris estavam empilhados.
- Assim, nunca encontraremos... - lamentou Malu.
- Não fale assim... - tentei acalmá-la.
Andrezinho sorriu:
- Vocês sabem que o licor encantado faz o som de um sino quando faz movimento?
- Como você sabe disso? - duvidei.
- Lendo. - ele respondeu.

Começamos a agitar os barris e, pouco depois, um deles fez o ruído dos sinos, como mágica, nas mãos de Andezinho. Sacamos as garrafas e as enchemos do líquido musical. Ouvimos passos de anões subindo as escadarias. Andrezinho jogou um barril escada a baixo, abrindo caminho. Ao voltarmos ao piso original de Kazordoon, anões brigavam entre si novamente. Foi a chance perfeita para corrermos muito. Foi o que fizemos.

Quando avistamos os corredores de entrada de Kazordoon, ouvimos passos e o som dos dardos cortando o ar, em nossa direção. Nossa pressa nos permitiu alcançar a montanha rapidamente. Descemos a montanha, ainda ouvindo a marcha dos anões.
- Um esconderijo! Precisamos encontrar um rápido! - Eu gritei.
- Estamos perto de Carlin! Eles repudiam as civilizações humanas, não nos seguirão! - Respondeu Andrezinho.

O cansaço estava começando a nos atravancar... Assim como você deve ter se cansado dessa história... Carlin apareceu em nosso mirante. Nossas pernas doíam, mas continuamos. O que nos esperava em Carlin? Descanse antes, meu amigo. Tenho muito ainda a lhe contar.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Pérolas do ENEM 2009

O tema da redação do Enem desse ano foi Aquecimento Global, e como acontece todo ano, não faltaram preciosidades. Lá vão:

1) “o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta.” (Percussão e estalos. Vai ficar animado o negócio!)

2) “A amazônia é explorada de forma piedosa.” (Os lenhadores têm rezado antes.)

3) “Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar o planeta.” (tamo junto nessa, companheiro. Mais juntos, impossível)

4) “A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu.” (E na velocidade 5!)

5) “Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta.” (e o que restará, após tamanha destruição?)

6) “O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação.” (Pleonasmo é a lei.)

7) “Espero que o desmatamento seja instinto.” (Selvagem.)

8) “A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo.” (Viva a ressureição!)

9) “A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta.” (Também fiquei emocionado com essa.)

10) “Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis.” (Todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável.)

11) “Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas.” (Esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd’s da coleção do Chaves.)

12) “Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna.” (Amém.)

13) “Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza.” (E as renováveis, lá da 10?)

14) “A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica.” (Por essa lógica, deve ser culpa da morte ecológica.)

15) “A amazônia tem valor ambiental ilastimável.” (E essa redação, valor lastimável!)

16) “Explorar sem atingir árvores sedentárias.” (Isso aí! Peguem só as que estiverem fazendo caminhadas e flexões.)

17) “Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia.” (Ainda bem que a TV não mostra isso...)

18) “Paremos e reflitemos.” (E rezemos!)

19) “A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas.” (Onde está o Guarda Belo nessas horas?)

20) “Retirada claudestina de árvores.” (Caraulio!)

21) “Temos que criar leis legais contra isso.” (E leis bacanas também.)

22) “A camada de ozonel.” (Descoberta por Chris O’Zonnell?)

23) “a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor.” (A solução é colocar lá o pessoal do Zorra Total pra cortar árvores)

24) “A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração.” (E ainda, para fabricar o papel em que você fica escrevendo asneiras...)

25) “A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável.” (Ass.: Campeão da categoria “maior enchedor de lingüiça”)

26) “Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação.” (-NÃO!)

27) “Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises.” (Ass.: Gênio da matemática)

28) “A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes.” ("Red bull neles" - dizem as árvores!)

29) “O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório.” (Com as enchentes que têm ocorrido, precisamos mesmo de botes!)

30) “O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando.” (Me preocuparia mais se o aumento estivesse descendo.)

31) “Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc.” (Ou é a globalização, ou ele visitou um circo no Amazonas...)

32) “Convivemos com a merchendagem e a politicagem.” (Mer... o quê???)

33) “Na cama dos deputados foram votadas muitas leis.” (Imaginem as que foram votadas no vaso sanitário deles...)

34) “Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia.” (Alguém traduz?)

35) “O que vamos deixar para nossos antecedentes?” (Que tal a máquina do tempo? Não? Então dicionários?)


(Parênteses)

(Encaminhe para quem vc quiser por e-mail. Só não rotule "Pérolas do último ENEM", pq no ano que vem, essa informação já será passado.)

(A Grazi já me enviou as "Pérolas do último ENEM", que eram do ENEM de 2006, acho. Mas é claro que ela apenas encaminhou, inocentemente.)

(É o tipo de postagem que atravessa os anos...)

quarta-feira, 3 de março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

As Crônicas Tibianas - Cap. 15

Por uma garrafa

Grazi havia voltado às pressas para Carlin, a pedido de Sagal. Em Venore, restávamos nós três: Andrezinho, Malu e eu.

O calor começou a assombrar Venore, ao ponto de irmos até a única sorveteria da cidade: o Boozer's bar. O lugar é praticamente todo feito em madeira, às vezes você tem a impressão de ter visto um rato... mas é o melhor sorvete num raio de quilômetros tibianos.

Escoramo-nos no balcão do bar, saciando-nos um pouco da refrescância dos sorvetes. Estávamos prontos para seguir viagem, quando resolvi perguntar ao taverneiro, Boozer, o que estava errado, por que somente nós três éramos seus clientes. Ele suspirou e disse:
- É... por mais incrível que este bar possa parecer, e mesmo sendo fenomenal, os negócios não andam tão bem assim.
Andrezinho também pôs-se a perguntar:
- Por que isso tem acontecido?
- Em primeiro lugar, isso é porque abriram um bar novo na cidade, que desequilibrou a concorrência: a Hard Rock Tavern...
- Sim, já estive lá. - completei.
- Pois é! E todo o mundo que beber naquela maldita taverna! Por isso meu estoque de bebida está apodrecendo, e por mais que eu baixe o preço, ninguém quer vir ao meu magnífico bar!
- Acalme-se! - Disse Malu. - O senhor não tem nenhuma estratégia para voltar a chamar clientes?
- Ah, eu tive... - suspirou ele com lamento - Eu tinha um ótimo fornecedor, mas ele morreu quando buscava uma bebida especial para mim. Porém, para obter dessa bebida, ele teve de passar pelos guardas de Kazordoon. Acho que foi de lá que ele não passou.
- A cidade dos anões... - disse Andrezinho - ouvi falar dela nos livros. Ainda não fomos para lá, Bierum!
- Tem razão.

Nos entreolhamos e, sem dizer uma palavra, já tínhamos um plano em mente.
- Ei, Taverneiro, podemos fazer essa busca pra você.
- Oh, sim! Irão morrer os três, isso sim! Vocês nem sabem que o que ele estava procurando era um licor encantado, que seria um ótimo lançamento neste bar e teria me salvado antes de estar completamente na ruína! Agora não há mais solução!
Malu disse, então:
- Acho que o senhor não entendeu! Estamos dizendo que faremos a busca do licor.
- Mas só se vocês levarem estas garrafas consigo. - resmungava Boozer, que parecia irritado. - E depois que passassem por aqueles detestáveis anões!
- Não se preocupe, somos muito fortes. - Tentei acalmá-lo.
- Não posso pagar muito por isso, mas eu encontrarei uma recompensa.

O Sol dava um pouco de trégua no entardecer, partimos com nossas mochilas carregadas com pá, corda e nossos corações carregados de coragem. A viagem até Kazordoon era longa: saímos de Venore seguimos a estrada principal e alcançamos uma ponte, que ligava o continente ao desfiladeiro.

Na ponte, avistamos alguns anões com roupas civis e outros com uniformes militares azuis. Quando coloquei o primeiro pé na ponte, um deles gritou "In Kruzak pridum!", civis ergueram bestas, atirando dardos, e os militares levantaram machados e correram em nossa direção. Dois dos anões investiram seus ataques em mim. Os machados pareciam afiados, senti uma gota de suor em minha testa. Um dardo também partiu em minha direção, mas foi aparado pelo escudo de Malu. Os machados reluziram faíscas na espada de Andrezinho. Com os golpes aparados, foi fácil para mim queimá-los com a onda de fogo.

Passamos pelo desfiladeiro quando anoiteceu. Era estreito, fizemos fila indiana para passar... do outro lado do desfiladeiro, havia um urso faminto, mas antes mesmo que eu o atacasse com meu Cajado Draconia, Andrezinho e Malu já haviam o matado. Fizemos uma fogueira e acampamos em meio aos arbustos. Kazordoon estava perto. Mas não seríamos bem recepcionados pelos anões, ainda mais após ter matado tantos companheiros.

Acalme-se, meu amigo. Um outro dia se aproxima...